Volto a duas ‘temáticas’ que acho fascinantes – a da Biologia
e a da Saúde – o que, espero sinceramente, não seja entendida
como macabra até porque (ainda?) estamos a
viver em pandemia, por assim dizer.
Mas
não para me referir, por exemplo, ao facto da bactéria Yersinia
pseudotuberculosis ser uma espécie de predecessora da bactéria
Yersinia pestis, a causadora da peste.
Ora,
as três pandemias que esta bactéria causou estão, precisamente,
entre aquelas que mais vítimas provocaram.
A
primeira foi a chamada Praga de Justiniano.
Ocorreu
entre, sensivelmente, os anos 542 antes do nascimento de Jesus Cristo
e 750 depois.
Durante
quase mil e trezentos anos, portanto.
A
segunda foi a Peste Negra.
Terá,
no século XIV, causado a morte a cerca de vinte e cinco milhões de
pessoas apenas no continente europeu (na verdade, entre 33 e 50% dos
habitantes no Velho Continente).
A
terceira, talvez menos literária e cientificamente ‘explorada’,
teve início em 1855 em Yunnan, província da China, e foi a
responsável directa por mais de doze milhões de vítimas, apenas na
Índia e na China.