23/07/2021

Afinal não havia embuste

Anos após o fim da Segunda Guerra Mundial viviam ainda vários soldados japoneses escondidos em selvas no Sudeste asiático ou nas ilhas banhadas pelo Oceano Pacífico por acharem que a derrota do Império do Sol Nascente havia sido uma invenção.

Ora, um deles apenas se rendeu em 1974, quase duas décadas volvidas do fim da guerra...

22/07/2021

Rembrandt e "A Senhora"

Foi há quatrocentos e quinze anos que nasceu um indivíduo que seria, depois, aclamado como um dos ‘maiores’ pintores oriundos dos Países Baixos: Rembrandt.

Mas, claro que foi há muito menos tempo que eu entrei em contacto com a obra de Rembrandt.

O primeiro desses contactos ter-se-á dado aquando do meu percurso escolar: na disciplina de História, talvez.

Recordo, no entanto, um outro momento: foi na disciplina de Português que tive que comprar o livro "A Senhora" (da autora francesa Catherine Clément).

Ora, a capa desse livro foi ilustrada com um pormenor do quadro "A noiva judia".

Pintado por Rembrandt, precisamente.

Aproveito, de resto, para referir que este livro foi dedicado pela autora – como ela própria escreveu, aliás – "À memória de Alain Oulman que, num dia de 1981, me pediu para escrever a história verídica desta mulher nascida no seu país, Portugal".

 

 


 

21/07/2021

A Batalha Naval do Cabo de São Vicente

Foi há exactamente seiscentos e oitenta e quatro anos que, junto ao 'ponto' mais a Sudoeste do território continental português - o Cabo de São Vicente -, se enfrentaram as frotas portuguesa e castelhana.

As embarcações portuguesas, dirigidas pelo almirante (patente mais 'alta' na hierarquia da Marinha) genovês Manuel Pessanha foram derrotadas pelas espanholas (recordo também que oficial foi feito prisioneiro e que apenas foi libertado cerca de três anos volvidos).

20/07/2021

"Personae non gratae"

Poderia, perfeitamente, pretender referir-me ao facto de inúmeras localidades inglesas terem sido abandonadas – como Cambridge, por exemplo – quando o exército romano ‘deixou’ Inglaterra no século V.

Mas não.

Quero, de facto, cingir-me a uma expressão de origem latina que, apesar do Latim ter, formal e organicamente, deixado de existir enquanto língua de uso corrente entre as populações outrora governadas pelo dito império, após a ‘derrocada’ deste, ainda resiste: "personae non gratae".

Ora, tal expressão designa, no ‘meio’ diplomático (que dela se apropriou quase em exclusivo...), alguém indesejado (um embaixador ou qualquer outro dignitário, sobretudo).

19/07/2021

O Aljube

Já aqui escrevi sobre placas e tabuletas indicativas de locais, em Lisboa, que serviram como prisões e, simultaneamente, como espaços de interrogatórios e tortura de pessoas durante o regime imposto pelo chamado Estado Novo.

Não me é difícil, pois, ‘explorar’ um desses locais: o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade.

Ora, deverei, desde já, lembrar que o edifício que actualmente alberga este museu – o Aljube, precisamente – foi uma prisão no período da dominação romana, primeiro, e depois, durante a governação muçulmana.

Foi também uma prisão eclesiástica até 1833 (‘véspera’ da extinção das ordens religiosas em Portugal) e uma prisão destinada a mulheres a partir de 1845.

Já desde a instauração no país da Ditadura Militar (na década de 1920) o Aljube passou a ‘acolher’ presos por delitos (entendidos como tal, claro) de ‘natureza’ política e social tornando-se, assim, progressivamente – e até à sua desactivação em meados da década de 1960 – uma espécie de prisão exclusiva da polícia política de então, a P.I.D.E..

Foram, assim, milhares de pessoas as que, ao ‘longo’ de centenas de anos, passaram por um edifício onde, por um lado, puderam ter uma visão privilegiada para o rio Tejo – e, portanto, para a Liberdade – e, por outro, foram privadas da dignidade e da liberdade.

 

 


 

17/07/2021

A verdade, para Virginia Woolf

"Se não disseres a verdade acerca de ti mesmo, não conseguirás dizê-la sobre outros".

 

Virginia Woolf (1882-1941), escritora inglesa



16/07/2021

Os "emojis"

Já aqui escrevi sobre os antepassados dos "emojis".

Ora, é, no entanto, à "versão moderna" que ‘dedico’, agora, algumas palavras.

Estes símbolos – por exemplo, 😀 ou 😎 – foram criados na década de 1990 pela empresa nipónica NTT DoCoMo (perdoe-se-me a publicidade) e são como que uma extensão dos caracteres ortográficos actuais.