20/08/2021

O Padrão dos Descobrimentos

Foi já este mês que o Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, foi alvo de uma pichagem.

Ou seja, foi sujo por uma inscrição (que suponho ter tido um carácter político).

Parece-me, assim, razoável que elenque as identidades das figuras cuja imagem está presente nesse monumento.

Ei-las: Infante D. Pedro (filho de D. João I); D. Filipa de Lencastre (mulher de D. João I e mãe do Infante D. Henrique); Fernão Mendes Pinto (escritor); frei Gonçalo de Carvalho (dominicano); frei Henrique de Coimbra (franciscano); Luiz Vaz de Camões (poeta); Nuno Gonçalves (pintor oficial do rei português de então, D. Afonso V); Gomes Eanes de Zurara (cronista); Pêro da Covilhã (Viajante); Jácome de Maiorca (cosmógrafo); Pêro de Escobar (piloto); Pedro Nunes (matemático); Pêro de Alenquer (piloto); Gil Eanes (navegador); João Gonçalves Zarco (navegador); Infante D. Fernando (filho de João I); Infante D. Henrique (O navegador – filho de D. João I); D. Afonso V (monarca de Portugal); Vasco da Gama (navegador); Afonso Baldaia (navegador); Pedro Álvares Cabral (navegador); Fernão de Magalhães (navegador); Nicolau Coelho (navegador); Gaspar Côrte-Real (navegador); Martim Afonso de Sousa (navegador); João de Barros (escritor); Estevão da Gama (filho de Vasco da Gama – capitão); Bartolomeu Dias (navegador); Diogo Cão (navegador); António de Abreu (navegador); Afonso de Albuquerque (navegador e vice-rei); Francisco Xavier (missionário espanhol); Cristóvão da Gama (bisneto de Vasco da Gama – capitão).

 

 


 

19/08/2021

José e Miranda

Aproveito este espaço para agora escrever sobre dois cidadãos nascidos no século XX em Portugal e que conseguiram afirmar-se como artistas no Brasil (e não só…): o primeiro nasceu em Agosto de 1924 e chamava-se Francisco José (1).

A outra faleceu em Agosto de 1955 e chamava-se Maria do Carmo Miranda da Cunha (ou Carmen Miranda).

Bravo!





(1) – Numa entrevista concedida no âmbito do programa televisivo "Quem te viu e quem TV" (emitido em 1986 pela R.T.P.) disse o referido Francisco José, por exemplo, o seguinte: "Mesmo que não tivesse tido mais nada de bom na minha vida e que não me tivesse acontecido nada de bom mais na minha vida, valeu a pena ter nascido para conhecer meu Pai e minha Mãe"...

18/08/2021

D. Afonso III, "o Bolonhês"

Ainda ontem aqui escrevi sobre 'ele': D. Afonso III.

De facto, o cognome deste foi "o Bolonhês".

Por ter contraído matrimónio - em 1239 - com uma senhora que tinha como título "Condessa de Bolonha".

17/08/2021

"O Capelo" e a luta

O cognome do rei português D. Sancho II (que viveu entre 1209 e 1248) foi "o Capelo".

Ora, a razão para tal era apenas uma: um chapéu - um capelo - que D. Sancho II havia usado na infância... (uma vez que este rei começou a governar com cerca de quatorze anos de idade, é possível que somente o tivesse deixado de usar devido a ter sido coroado rei).

 

post scriptum: foi num conflito com um irmão que D. Sancho II se envolveu (uma guerra civil) sendo que foi esse quem acabou por ser coroado rei de Portugal com o 'nome' "D. Afonso III" após a morte de D. Sancho II, em 1248, precisamente. 

16/08/2021

Os jograis

Os jograis foram, no Portugal medieval, os principais intervenientes e, simultaneamente, difusores da chamada "cultura popular" pois eram, a um só tempo (por assim dizer), declamadores de poemas, cantores, improvisadores, instrumentistas e bailarinos. 

15/08/2021

A S.C.M.L.

Data do dia 15 de Agosto de 1498 a criação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (S.C.M.L.).

Durante o reinado de D. Manuel I – que, recordo, se prolongou de 1495 a 1521.

"Durante o reinado", sim, mas não por si: antes, pela sua irmã e esposa de D. João II, D. Leonor.

Sendo o ‘resultado’ de uma associação de indivíduos que cria em valores de cariz religioso, a S.C.M.L. assumiu como sua missão o auxílio aos pobres e aos doentes.

 

14/08/2021

Tomar, Misericórdia e Lisboa

Foi construído no século XVI na Rua de São Pedro de Alcântara (ou, dependendo da perspectiva, na Rua do Grémio Lusitano…), em Lisboa, um espaço que acabaria por pertencer ao primeiro conde – que havia sido também, simultaneamente, agraciado com o titulo de marquêsde Tomar.

Já na segunda ‘metade’ do século XIX.

Tal palácio acolheria, depois – entre 1973 e 2013 –, a Hemeroteca Municipal de Lisboa.

Pertence actualmente – desde 2012, por sinal – à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

 

 

Imagem de um pormenor do interior do palácio