24/08/2021

Países cardeais

"Juba", "Pretória", "Skopje", "Díli" e "Pyongyang".

Não é que não me considere alguém minimamente imaginativo mas estes nomes não surgiram da minha imaginação.

De todo.

Estes nomes correspondem, de facto, a capitais de países que têm, eles mesmos, referência aos principais pontos cardeais: Sudão do Sul, África do Sul, Macedónia do Norte, Timor-Leste e Coreia do Norte, respectivamente.

23/08/2021

O Homem subterrâneo

Existe na capital francesa o "Musée des Égouts de Paris".

Ou seja, o "Museu dos Esgotos de Paris".

Não é, no entanto, necessário ir a Paris, nem muito menos a um esgoto, para se constatar que os seres humanos também se deslocam subterraneamente: pense-se no metropolitano, sobretudo.

E também não o é, de todo, se se equacionar habitar subterraneamente.

Lembrem-se, por exemplo, as cavernas construídas na chamada Pré-História (e que hoje não são mais do que meras atracções turísticas…) e as cidades da Capadócia, na Turquia.

Ou, ainda nos "dias de hoje", na Austrália, nos Estados Unidos da América (em Nova Iorque e em Las Vegas), no Canadá (em Montreal) e na Roménia (em Bucareste).

E no futuro?

21/08/2021

O Côa e a arte rupestre

Um dos locais mais visitados este Verão (e, talvez, também noutros anos) tem sido o Parque Arqueológico do Vale do Côa.

Ora, este espaço é um verdadeiro santuário de arte rupestre feita durante o Paleolítico Superior.

20/08/2021

O Padrão dos Descobrimentos

Foi já este mês que o Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, foi alvo de uma pichagem.

Ou seja, foi sujo por uma inscrição (que suponho ter tido um carácter político).

Parece-me, assim, razoável que elenque as identidades das figuras cuja imagem está presente nesse monumento.

Ei-las: Infante D. Pedro (filho de D. João I); D. Filipa de Lencastre (mulher de D. João I e mãe do Infante D. Henrique); Fernão Mendes Pinto (escritor); frei Gonçalo de Carvalho (dominicano); frei Henrique de Coimbra (franciscano); Luiz Vaz de Camões (poeta); Nuno Gonçalves (pintor oficial do rei português de então, D. Afonso V); Gomes Eanes de Zurara (cronista); Pêro da Covilhã (Viajante); Jácome de Maiorca (cosmógrafo); Pêro de Escobar (piloto); Pedro Nunes (matemático); Pêro de Alenquer (piloto); Gil Eanes (navegador); João Gonçalves Zarco (navegador); Infante D. Fernando (filho de João I); Infante D. Henrique (O navegador – filho de D. João I); D. Afonso V (monarca de Portugal); Vasco da Gama (navegador); Afonso Baldaia (navegador); Pedro Álvares Cabral (navegador); Fernão de Magalhães (navegador); Nicolau Coelho (navegador); Gaspar Côrte-Real (navegador); Martim Afonso de Sousa (navegador); João de Barros (escritor); Estevão da Gama (filho de Vasco da Gama – capitão); Bartolomeu Dias (navegador); Diogo Cão (navegador); António de Abreu (navegador); Afonso de Albuquerque (navegador e vice-rei); Francisco Xavier (missionário espanhol); Cristóvão da Gama (bisneto de Vasco da Gama – capitão).

 

 


 

19/08/2021

José e Miranda

Aproveito este espaço para agora escrever sobre dois cidadãos nascidos no século XX em Portugal e que conseguiram afirmar-se como artistas no Brasil (e não só…): o primeiro nasceu em Agosto de 1924 e chamava-se Francisco José (1).

A outra faleceu em Agosto de 1955 e chamava-se Maria do Carmo Miranda da Cunha (ou Carmen Miranda).

Bravo!





(1) – Numa entrevista concedida no âmbito do programa televisivo "Quem te viu e quem TV" (emitido em 1986 pela R.T.P.) disse o referido Francisco José, por exemplo, o seguinte: "Mesmo que não tivesse tido mais nada de bom na minha vida e que não me tivesse acontecido nada de bom mais na minha vida, valeu a pena ter nascido para conhecer meu Pai e minha Mãe"...

18/08/2021

D. Afonso III, "o Bolonhês"

Ainda ontem aqui escrevi sobre 'ele': D. Afonso III.

De facto, o cognome deste foi "o Bolonhês".

Por ter contraído matrimónio - em 1239 - com uma senhora que tinha como título "Condessa de Bolonha".

17/08/2021

"O Capelo" e a luta

O cognome do rei português D. Sancho II (que viveu entre 1209 e 1248) foi "o Capelo".

Ora, a razão para tal era apenas uma: um chapéu - um capelo - que D. Sancho II havia usado na infância... (uma vez que este rei começou a governar com cerca de quatorze anos de idade, é possível que somente o tivesse deixado de usar devido a ter sido coroado rei).

 

post scriptum: foi num conflito com um irmão que D. Sancho II se envolveu (uma guerra civil) sendo que foi esse quem acabou por ser coroado rei de Portugal com o 'nome' "D. Afonso III" após a morte de D. Sancho II, em 1248, precisamente.