03/09/2021

A bandeira de Portugal

Aquela que é actual bandeira de Portugal – que, lembro, é um símbolo instituído pelo regime republicano em 1910 – é composta por duas cores – verde e vermelho (e, depois, a esfera armilar do tempo de D. Manuel I, castelos e quinas).

Ora, o verde seria a cor da esperança enquanto que o vermelho representaria o sangue e a exaltação (e devoção) exigida a todos...

 

02/09/2021

Dante, Reeves, Mozart e Hitler

Aproveito para recordar algumas palavras que o cientista canadiano Hubert Reeves escreveu no seu "Malicorne – Reflexões de um observador da natureza" (editado em língua portuguesa na década de 1990 pela editora Gradiva) e que talvez tenham sido inspiradas pela leitura de "A Divina Comédia": "No pequeno Homo Sapiens tudo é demasiado. Nele, intimamente misturados, estão o sublime e o horrível. Há nele, em potência, Wolfgang Amadeus Mozart e Adolf Hitler".

01/09/2021

"Dantedi"

Se ontem aqui escrevi sobre 10 de Janeiro (de 1991), hoje escrevo sobre 25 de Março.

De 2021.

Foi precisamente nesta data que primeiro se assinalou o "Dia de Dante".

Tal ‘dia’ – criado pelas autoridades políticas da península italiana – marcou apenas o ‘arranque’ de um conjunto de momentos que se pretendia que fossem homenagens ao autor de "A Divina Comédia", Dante Alighieri.

Ora, o "poeta supremo" de Itália (nasceu em Florença) é ainda lembrado quando se assinalam – em Setembro de 2021 –, sete séculos da sua morte porque a obra que escreveu e que se referiu já não ‘fala’ apenas no Inferno, no Purgatório e no Céu.

Aborda, na verdade, o Homem e a ‘profunda’ essência humana…

 

 

Excerto de pintura de Domenico di Michelino em que Dante aparece representado e que está presente na Catedral de Florença.

 

31/08/2021

O dia de Thatcher

Foi em 1991 que os habitantes das ilhas Malvinas (ou, em inglês, "Falkland Islands") festejaram, em 10 de Janeiro, pela primeira vez, o "Dia de Margaret Thatcher".

Tinha sido esta a ‘forma’ que as autoridades da colónia britânica haviam encontrado para homenagear o ‘papel’ da primeira-ministra inglesa aquando da invasão das ilhas sob o controlo britânico pelo exército argentino.

30/08/2021

No Panteão...

Não duvido que a mulher que nasceu nos Estados Unidos da América no início do século XX com o nome Freda McDonald (adoptou depois o nome Josephine Baker) se tenha tornado artista – cantora e dançarina – e tenha, já em França, integrado a "Resistência" durante a Segunda Guerra Mundial e lutado no movimento anti-racista.

O que sei que não irá acontecer é, como amplamente divulgado mediaticamente, ser esta a primeira mulher com a cor de pele negra a entrar no Panteão francês, um edifício construído no século XVIII: por ser um local onde só se permanece se se tiver morrido, depositar-se-ão, sim, os restos mortais da senhora Josephine Baker e não a sua pessoa...

 


 

29/08/2021

O livro que é apenas um pretexto

São vários os livros que gostaria de folhear e, claro, ler.

Existe um que duvido, no entanto, que pudesse encontrar na recém-inaugurada edição de 2021 da Feira do Livro de Lisboa pois, publicado recentemente em língua inglesa, nem sequer estará (ainda?), por exemplo, traduzido.

Escrevo sobre o livro "Tokyo Junkie: 60 Years of Bright Lights and Black Alleys...and Baseball" do norte-americano Robert Whiting.

(Muito) Mais do que ser uma espécie de álbum escrito sobre as aventuras que o autor viveu ao longo das quase seis décadas de permanência em Tóquio, a capital do Japão, este livro dará (espero) ao leitor a perspectiva de alguém que nasceu e viveu parte da sua vida no chamado Ocidente e a outra ‘parte’ no Oriente.

Acredito que, para quem – como eu – nunca esteve em Tóquio, ler este livro originará não apenas o esquecimento dos mais de dez mil quilómetros de distância entre Portugal e o Japão mas sobretudo o ‘reposicionamento’ mental do relacionamento histórico (e, claro, civilizacional) que outrora uniu os povos de ambos os países...

 


 

28/08/2021

A velocidade da Terra

É claro que o meu objectivo ao escrever este texto não é apropriar-me da sabedoria e do(s) conhecimento(s) de Erastóstenes, o matemático grego que, ainda na Antiguidade, ‘mediu’ a Terra.

É sobre esta que, no entanto, escrevo.

O planeta Terra demora vinte e quatro horas a fazer uma rotação completa ao seu próprio eixo.

Ou, mais concretamente, vinte e três horas, cinquenta e seis minutos e quatro segundos.

Ora, uma vez que a circunferência que é o planeta Terra mede cerca de quarenta mil quilómetros, se se medir ("dividir") esta distância pelo tempo referido, conclui-se que o planeta gira a uma velocidade de mais de mil e quinhentos quilómetros por hora.

Já a órbita em torno do Sol decorre, no entanto, a uma velocidade substancialmente maior.