09/09/2021

Os legistas

Foi já no século XIII que em algumas cidades da Europa 'nasceram' as universidades: em Bolonha, em Paris e em Lisboa, por exemplo. 

Legistas foram apenas alguns dos profissionais que formaram.

Não demorou muito até estes começarem a ter um 'papel' importante nas sociedades de então: os monarcas a eles começaram a recorrer para 'recrutar' os seus conselheiros e embaixadores.

Para além de que as grandes sociedades comerciais da época precisavam de quem as ajudasse a legalizar e a como que legitimar os seus negócios...

08/09/2021

"Três cores, uma bandeira, um império"

Pormenor de um cartaz francês de propaganda colonialista divulgado em 1941.

 

07/09/2021

Vímara Peres e Portugal

Vímara Peres não foi apenas o fundador de uma área fortificada a que deu o nome de Vimaranis – que, com o "correr" do tempo adquiriu o nome Guimarães.

Ele foi também o fundador (e tê-lo-á governado entre 868 e 873) do Condado Portucalense, o antecessor político e administrativo do país que se viria a designar Portugal.

06/09/2021

O que não governou

Quase a completarem-se trezentos e trinta e oito anos da sua morte, a D. Afonso VI (filho de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão) deveria ter a posteridade, talvez, reservado um outro cognome que não aquele que efectivamente lhe seria atribuído – O Vitorioso (em virtude das ‘suas’ sucessivas vitórias na chamada Guerra da Restauração) – já que uma doença contraída na infância o deixou física e mentalmente debilitado em ‘grau’ suficiente para impedir a sua plena ‘actuação’ como rei de Portugal.

As sequelas da doença e também as várias intrigas de que foi ‘alvo’…

04/09/2021

O Crescente sem água

Foi há milhares de anos – cerca de doze mil – que na Terra começou uma nova fase climática.

Com esta iniciou-se uma espécie de definição daquelas que, até há não muito tempo, chamávamos de "actuais características climáticas".

Por exemplo, na região do Próximo Oriente surgiu então uma área que, muito depois, se convencionou apelidar de Crescente Fértil: abrangia a Palestina, a Síria, a Mesopotâmia (o Iraque dos ‘nossos’ dias) e uma parte, por assim dizer, do Irão.

Parece, no entanto, que mais de dois mil anos após o suposto nascimento de Jesus Cristo que esse Crescente já não é assim tão fértil.

Porque não tem água.

Uma grande quantidade de água disponível, melhor ‘dizendo’.

Sendo que cerca de noventa por cento da água do Iraque – por assim dizer – provém do exterior (por exemplo, os rios Eufrates e Tigre nascem no Sul da Turquia e um conjunto de cursos de água (rios) nascem no Irão), o país está muito condicionado pela construção de barragens fora das suas fronteiras políticas e administrativas.

Se a isto se acrescentar as alterações climáticas (menor quantidade de precipitação e, por exemplo também, a crescente evaporação em resultado do aumento da temperatura do ar) e a incapacidade política e de gestão de alguns agentes, perceber-se-á melhor, creio, o porquê de o Crescente já não ser (tão) fértil…




03/09/2021

A bandeira de Portugal

Aquela que é actual bandeira de Portugal – que, lembro, é um símbolo instituído pelo regime republicano em 1910 – é composta por duas cores – verde e vermelho (e, depois, a esfera armilar do tempo de D. Manuel I, castelos e quinas).

Ora, o verde seria a cor da esperança enquanto que o vermelho representaria o sangue e a exaltação (e devoção) exigida a todos...

 

02/09/2021

Dante, Reeves, Mozart e Hitler

Aproveito para recordar algumas palavras que o cientista canadiano Hubert Reeves escreveu no seu "Malicorne – Reflexões de um observador da natureza" (editado em língua portuguesa na década de 1990 pela editora Gradiva) e que talvez tenham sido inspiradas pela leitura de "A Divina Comédia": "No pequeno Homo Sapiens tudo é demasiado. Nele, intimamente misturados, estão o sublime e o horrível. Há nele, em potência, Wolfgang Amadeus Mozart e Adolf Hitler".