A
sociedade portuguesa nunca experienciou, ao longo do seu percurso
histórico, como
outras sociedades, determinados
fenómenos.
Pelo
menos, de forma não tão acentuada, por assim dizer.
Como
a chamada Peste
Negra
ou o feudalismo,
por exemplo.
Saliente-se,
de facto, o feudalismo em Portugal.
É
possível ‘agrupar-se’,
na
verdade, as propriedades mais ou menos extensas (em termos da sua
dimensão) que então existiam no país – os senhorios – em dois
grupos consoante algumas das suas características: os laicos (também
designados de honras
e reguengos)
e os eclesiásticos (também designados por coutos).
Ora,
os seus proprietários – os senhores –, ao assumirem um controlo
que, quase sempre, contrariava muitos dos desígnios impostos por
instituições públicas (sobretudo os tribunais), entravam, não
raras vezes, em conflito com a autoridade central personificada
pelo
rei.