20/09/2021

Ataque à O.N.U.

Foi em Setembro de 1961 que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (O.N.U.), o sueco Dag Hammarskjöld, morreu na sequência de um acidente de aviação.

Entretanto, uma investigação levada a cabo em 2017 concluiu ter-se tratado, muito provavelmente, de um acidente causado por um ataque.

18/09/2021

Santo Domingo, Haiti e os escravos

"Santo Domingo" é, actualmente, a capital da República Dominicana.

No entanto, também o seu vizinho Haiti se ‘chamou’ já "Santo Domingo".

Ora, o Haiti logrou tornar-se independente da potência colonial que o ‘amarrava’ – a França – no ‘início’ do século XIX.

Após uma longa (mais de uma década de duração) e sangrenta luta.

Aquela tornou-se, assim, a primeira revolução empreendida por escravos em todo o mundo então chamado "moderno" e, por isso mesmo, uma espécie de cenário que outros países e outras sociedades não queriam, de todo, ver repetido…

17/09/2021

"Cui Bono"

Não é raro ouvirem-se, em aulas relativas a cursos de Direito, expressões de origem latina.

Eu, que não cursei nem curso Direito mas que leio, por vezes, textos jurídicos (por assim dizer) costumo deparar-me com a expressão "Cui Bono".

Mas o que significa?

Tão simplesmente, "a quem interessa?" (uma determinada acção).

16/09/2021

Um Estado dentro do Estado

A sociedade portuguesa nunca experienciou, ao longo do seu percurso histórico, como outras sociedades, determinados fenómenos.

Pelo menos, de forma não tão acentuada, por assim dizer.

Como a chamada Peste Negra ou o feudalismo, por exemplo.

Saliente-se, de facto, o feudalismo em Portugal.

É possível ‘agrupar-se’, na verdade, as propriedades mais ou menos extensas (em termos da sua dimensão) que então existiam no país – os senhorios – em dois grupos consoante algumas das suas características: os laicos (também designados de honras e reguengos) e os eclesiásticos (também designados por coutos).

Ora, os seus proprietários – os senhores –, ao assumirem um controlo que, quase sempre, contrariava muitos dos desígnios impostos por instituições públicas (sobretudo os tribunais), entravam, não raras vezes, em conflito com a autoridade central personificada pelo rei.

15/09/2021

Artur Cruzeiro Seixas: "confesso que não vivi"

Não foi apenas Lisboa o "elo de ligação" entre Mário Cesariny e Artur Cruzeiro Seixas: a cidade em que ambos se libertaram da lei da morte (invocando Camões…).

E também não foi somente o facto de ambos terem integrado o movimento da pintura surrealista em Portugal.

Escrevo, na verdade, sobre o facto de Cesariny ter publicado, no ‘fim’ da década de 1960, um ensaio sobre a obra de Cruzeiro Seixas.

Aproveito, pois, para citar um pequeno trecho escrito pelo próprio Cruzeiro Seixas e que figurou na exposição que a Biblioteca Nacional de Portugal lhe dedicou já em 2021:



"Da minha vida nada vai ficar de definitivo, de concluído, de clarificado. Não tive público, nem amigos, nem amor, que verdadeiramente merecessem esse nome. NÃO VIVI, mas, curiosamente deixarei documentos desse não viver…".

 


 

14/09/2021

Livros, religião, cinzas e fertilizante

Foi recentemente divulgado que um estabelecimento escolar na região canadiana de Ontario realizou, em 2019, uma espécie de auto-de-fé literário ao queimar algumas dezenas de livros já que o conselho religioso que superintende a escola considerou que os mesmos tinham conteúdos desapropriados para serem ensinados.

Não sei, sinceramente, que "conteúdos desapropriados" seriam.

O que sei, sim, é que tal acção não foi, em ‘termos’ dos valores postulados pela Democracia, a mais esclarecida, por assim dizer.

Volto a recordar, com efeito, algumas das palavras proferidas pelo poeta alemão Heinrich Heine que viveu no século XIX: "A queima de livros antecede sempre a queima de pessoas"…




post scriptum: as cinzas resultantes dessa mesma queima de livros foram depositadas junto a uma árvore para servirem de adubo.

13/09/2021

Hirohito e a Segunda Guerra Mundial

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial que ‘circula’ no Japão a teoria de que o imperador do país nesse tempo bélico – Hirohito – só muito relutantemente aceitou a participação do país do sol nascente nesse conflito.

Ora, a família de um oficial da marinha de guerra do Japão (já desaparecido) que esteve durante esses anos ‘destacado’ ("oficial de ligação") junto de Hirohito – o almirante Saburo Hyukutake – disponibilizou recentemente a académicos diários e apontamentos feitos por este e aqueles permitiram concluir que esse espírito pacifista não existiu.