28/09/2021

Heródoto, o pai

O político romano Cícero nomeou Heródoto "pai da História".

Ora, Heródoto nascera muitos anos antes deste facto (cerca de quatrocentos e oitenta e quatro anos antes do suposto nascimento de Jesus Cristo) numa cidade que, embora tivesse sido ‘fundada’ por Gregos, se localizava na Ásia Menor (na actual Turquia): Helicarnasso.

Se bem que os métodos por si utilizados tivessem motivado então – e motivam ainda hoje – críticas.

Mas o que é certo é que não existia, à época, nem a disciplina "História", nem as metodologias que esta só foi adquirindo ao longo do tempo, por assim dizer.

"Pai da História"?

Certamente.

Mas, segundo outras interpretações aos documentos que deixou escritos, também "pai da etnografia", "pai da etnologia"…

27/09/2021

Eleições, Portugal, Alemanha, Estados Unidos da América

Não é segredo algum que ontem – 26 de Setembro de 2021 – se realizaram eleições autárquicas em Portugal.

Nem que, no mesmo dia, se realizaram eleições legislativas na Alemanha.

Ora, o que também não é segredo mas que pode já estar algo esquecido, por assim dizer, é que se assinalaram em 26 de Setembro de 2021 sessenta e um anos da transmissão televisiva do primeiro de vários debates entre os candidatos às eleições presidenciais norte-americanas, John F. Kennedy e Richard M. Nixon.

25/09/2021

O barroco

O barroco foi um movimento artístico que começou no ‘final’ do século XVI e se prolongou até aos meados do século XVIII.

A partir de Itália rapidamente se disseminou por (quase) todo o continente europeu.

A arte barroca foi o culminar de uma espécie de transformação do gosto e das formas suscitados (ou impostos…) pelo Renascimento: a ordem, o equilíbrio, a harmonia e o racionalismo deram, assim, ‘lugar’ ao movimento, ao contraditório, ao dramático, ao luxuriante e ao teatral.

No ‘fundo’, uma nova atitude perante a vida.

O barroco foi também, de resto, segundo algumas interpretações, como que uma reacção da Igreja Católica ao Protestantismo…

 

A talha dourada foi uma das características do gosto barroco...

 

 

 

24/09/2021

Caronte e as almas

Caronte seria, no imaginário romano, o barqueiro de Hades – o deus do mundo inferior e dos mortos – quem conduzia a viagem das almas através dos rios Estige e Aqueronte.

23/09/2021

Disraeli, Johnson e "Oxbridge"

Bastará passar os olhos pelas páginas de alguns jornais britânicos (ou, no meu ‘caso’, pelas suas páginas na "Internet"…) para perceber algumas críticas (ou, ao invés, elogios, claro) à actuação governativa, em vários domínios, do actual governo do país.

Ora, nada irei escrever nesse ‘sentido’, evidentemente.

Mas, de facto, o chefe do governo britânico, Boris Johnson, tem, pois, de alguma forma, sido como comparado a Benjamin Disraeli: Disraeli (neto de um imigrante italiano judeu que se ‘dedicava’ à venda de chapéus) foi o único primeiro-ministro britânico no século XIX a não frequentar qualquer das duas mais "famosas" universidades públicas do reino – Oxford e Cambridge…

22/09/2021

Byron e a natação

Como refere o livro que a escritora Luísa Costa Gomes publicou há não muito tempo – "Afastar-se" –, Lord Byron, o poeta inglês que viveu ‘entre’ os séculos XVIII e XIX, foi como que o fundador da natação de competição (em águas abertas, por assim dizer).

"Completada a travessia do Helesponto [actualmente, o chamado estreito de Dardanelos], Byron escreveu à mãe: "Tenho mais orgulho nesta proeza do que em qualquer outra glória, poética, política ou rectórica"".

21/09/2021

A altura e a idade de Michelangelo (ou Miguel Ângelo)

Um artigo recentemente publicado no jornal digital "Anthropologie – International Journal of Human Diversity and Evolution" – revelou aquela que terá sido a estatura do artista do Renascimento, o italiano Michelangelo (ou Miguel Ângelo) Buonarroti.

Informação descoberta a partir da análise a três sapatos (um par mais um único ‘exemplar’) que lhe terão pertencido.

Assim, o artista terá medido cerca de um metro e sessenta de altura.

Uma estatura relativamente baixa se e quando comparada com os ‘padrões’ actuais mas perfeitamente ‘alinhada’ com as que existiam na Europa entre 1475 e 1564 (o tempo de vida de Michelangelo).

Ora, muito mais interessante do que saber a suposta altura de uma ‘celebridade’ que viveu entre os séculos XV e XVI é, para mim, perceber que, apesar de toda a precariedade e carestia que caracterizava a vida de então – tendo em atenção, novamente, todas as comodidades actualmente disponíveis –, havia quem conseguisse viver muito para além daquela que era a esperança média de vida na Europa nesse tempo…