"Sou cristão, porem nestas condições a vida para mim é insuportavel. Peço perdão a quem ofendi injustamente mas não perdôo a quem me fez mal".
António Soares dos Reis (1847-1889), escultor português
"Sou cristão, porem nestas condições a vida para mim é insuportavel. Peço perdão a quem ofendi injustamente mas não perdôo a quem me fez mal".
António Soares dos Reis (1847-1889), escultor português
De 1756 a 1794.
Quase quatro décadas.
Foi durante este período que a família real de Portugal residiu na "Real Barraca".
Na Ajuda, em Lisboa.
Ora, a "Real Barraca" nada mais era do que um grande barracão construído em madeira e em tijolo que foi erguido na Ajuda para albergar a referida família real após o terramoto ocorrido em 1 de Novembro de 1755.
Aproveito para lembrar que aquele agregado familiar havia começado a residir, alguns meses antes daquela fatídica data (e evento, evidentemente), na "casa de campo real de Belém" – o actual "palácio de Belém" – que, situando-se numa área geologicamente menos propícia para a ocorrência de abalos sísmicos, o terá salvo.
O escritor irlandês James Joyce (1882-1941) disse um dia o seguinte: "Cristóvão Colombo continua a ser lembrado por todos como a última pessoa a descobrir a América".
De facto, antes da chegada do navegador europeu, já muitos outros haviam descoberto a América: desde logo os povos nativos que já habitavam o "Novo Mundo" (para os europeus, claro) milhares de anos antes da chegada europeia.
Muito depois deles, também os "vikings", Colombo, Américo Vespúcio, Cabrilho e, por exemplo, milhões de imigrantes (escravos, colonos, degredados, etc.).
Todos eles descobriram a América…
A Macaronésia é a designação que, biológica e geograficamente, compreende os arquipélagos dos Açores, da Madeira e das Canárias.
É certo que "Macaronésia" significa "ilhas afortunadas", mas será que quem nelas viveu e vive se considerou e se considera, sempre, afortunado?
Domenico – ou "Domingos" – Vandelli foi um naturalista italiano (nasceu em Pádua em 1735) que veio para Portugal na sequência de um convite de Sebastião José de Carvalho e Melo (o "Marquês de Pombal") para colaborar na reforma da Universidade de Coimbra: foi, por exemplo, o responsável pela selecção do local de implantação do Jardim Botânico da "cidade do Mondego".
As autoridades britânicas rejeitaram recentemente um apelo da UNESCO para que devolvessem à Grécia as "Esculturas do Pártenon".
Esculturas que, recordo, integram o acervo do "Museu Britânico" (ou "British Museum") há quase dois séculos.
Provenientes de roubo?
Ora, também não foi há muito que as autoridades do Iraque pediram a devolução de dezassete mil (repito: "dezassete mil") artefactos detidos por duas instituições norte-americanas.
O roubo – com ‘origem’ em escavações arqueológicas ilegais – foi também a razão invocada para a ‘fuga’ de tais peças.
Foi no ‘início’ da década de 1960 que o psicólogo social norte-americano Stanley Milgram levou a cabo na Universidade de Yale um conjunto de experiências envolvendo a aplicação de choques eléctricos para testar a obediência humana.
Mas Milgram ‘conduziu’ também outra experiência.
Efectivamente – e após ter decidido investigar o "problema do pequeno mundo" –, optou pelo envio, para pessoas escolhidas aleatoriamente, de cartas identificando uma pessoa para a qual se deveria enviar essa mesma carta.
Ora, também a essas pessoas foi pedido que enviassem a carta para alguém devidamente identificado (caso a conhecessem) ou que, em alternativa, a remetessem para qualquer outra pessoa das suas relações, por assim dizer, que se considerasse ter maior hipótese de conhecer esse alguém.
Este alguém deveria, por sua vez, e após o recebimento da carta, enviar uma missiva para Milgram e os responsáveis pelo estudo confirmando esse mesmo recebimento.
Milgram descobriu, assim, que as cartas, até chegarem às mãos do destinatário último, apenas tinham ‘conhecido’ até então cerca de seis pessoas.