02/11/2021

A Casa do Risco (II)

Se ontem associei, por assim dizer, a Casa do Risco a um movimento de indivíduos que trabalhou na (e "para a") reconstrução de Lisboa após a destruição causada pelo terramoto, maremoto e incêndio sofridos em 1 de Novembro de 1755, hoje escrevo sobre uma 'outra' Casa do Risco. 

Mais precisamente sobre a que foi criada - também no século XVIII - no "Real Jardim Botânico da Ajuda" pelo naturalista italiano Domenico - ou "Domingos" - Vandelli.

Esta Casa do Risco foi, efectivamente, uma escola de ilustração científica onde se formavam os "riscadores" - que tinham por função acompanhar os colectores de plantas (nas viagens que faziam para as recolher) no sentido de elaborarem desenhos de cada exemplar 'capturado'.

01/11/2021

A Casa do Risco (I)

Grande parte de Lisboa foi, no dia 1 de Novembro de 1755, destruída por causa de, sucessivamente, um terramoto, um maremoto e um incêndio. 

Ora, foi ainda nesse mesmo mês que surgiram documentos oficiais dando conta das preocupações relativamente à reconstrução da cidade.

Meses depois, Sebastião José de Carvalho e Melo - o "Marquês de Pombal" -, recém nomeado para a secretaria de Estado dos negócios do Reino, seleccionou alguns especialistas para trabalharem nessa espécie de reconfiguração arquitectónica e urbanística. 

O gabinete de trabalho que os reuniu ficou conhecido como a "Casa do Risco das Obras Públicas" e teve como coordenador Manuel da Maia, designado como "engenheiro-mor do Reino".

30/10/2021

A faixa de Darién

A razão por que a América é um só continente é porque, precisamente, é, do pedaço de terra localizado mais a Norte até à ‘ponta’ situada mais a Sul, uma só massa de terra.

Isto só é verdade se, no entanto, se exceptuar o Canal do Panamá.

Mas não só.

Quando, na década de 1930, engenheiros delinearam a auto-estrada "Pan-americana" – ‘ligando’, pois, Norte e Sul –, ‘esqueceram-se’ de incluir uma faixa de cerca de cem quilómetros de extensão localizada entre as fronteiras da Colômbia e do Panamá em virtude da ‘rudeza’ da selva aí existente…

29/10/2021

O mundo e o Homem

"O mundo começou sem o Homem e acabará sem ele".



Claude Lévi-Strauss (1908-2009), antropólogo belga

28/10/2021

A terra onde o crime não prescreve

Administrativa num campo de concentração controlado pelos "nazis", Irmgard Furchner – actualmente com noventa e dois anos de idade – está a ser julgada por ter contribuído para o assassínio de mais de onze mil pessoas.

Não sem antes ter tentado escapar às autoridades alemãs…

27/10/2021

António Soares dos Reis

"Sou cristão, porem nestas condições a vida para mim é insuportavel. Peço perdão a quem ofendi injustamente mas não perdôo a quem me fez mal".



António Soares dos Reis (1847-1889), escultor português

26/10/2021

O real barracão

De 1756 a 1794.

Quase quatro décadas.

Foi durante este período que a família real de Portugal residiu na "Real Barraca".

Na Ajuda, em Lisboa.

Ora, a "Real Barraca" nada mais era do que um grande barracão construído em madeira e em tijolo que foi erguido na Ajuda para albergar a referida família real após o terramoto ocorrido em 1 de Novembro de 1755.

Aproveito para lembrar que aquele agregado familiar havia começado a residir, alguns meses antes daquela fatídica data (e evento, evidentemente), na "casa de campo real de Belém" – o actual "palácio de Belém" – que, situando-se numa área geologicamente menos propícia para a ocorrência de abalos sísmicos, o terá salvo.