08/11/2021

"Quem alguma vez foi torturado, permanece torturado"

Há muito que a Morte tem sido 'alvo' da atenção da Filosofia. 

Ora, foi em 1978 que o escritor e ensaísta austríaco Jean Améry - ou "Hans Meyer" -, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, se suicidou.

Pouco depois de ter publicado "Atentar Contra Si (Discurso Sobre A Morte Livre)"...

06/11/2021

Portugueses no Japão

É no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, que se podem ver os "biombos Namban".

Pintados no Japão no século XVI (ou XVII?), os biombos retratam de uma forma um tanto ou quanto cinematográfica o momento da chegada, a essa terra, de uma nau dos "nambam jin" (os "bárbaros do Sul", como eram designados os portugueses): "homens com narizes grandes", "barbas cor de fogo" e "quatro olhos" (devido aos óculos).

Ora, a partir de 1543, foi aos portugueses que coube o ‘papel’ de intermediários no comércio da China com o exterior (o Japão, a Índia e Portugal, por exemplo).

 

Pormenor dos "biombos Namban".

 

 


 

 

05/11/2021

O Concílio de Constança

Foi no dia 5 de Novembro de 1414 que se iniciou o Concílio de Constança.

Em Constança, precisamente, na Alemanha.

Conclave que se prolongou por vários anos tendo apenas terminado em Abril de 1418.

Nele foi eleito Oddone Colonna para ocupar o lugar de bispo de Roma (o papa) – com o ‘nome, lembro, Martinho V.

Essa espécie de reunião magna do catolicismo encerrou o Cisma do Ocidente – divisão nas ‘fileiras’ da Igreja Católica que ocorreu, sensivelmente, entre 1378 e 1417 – e como que repôs a unidade no seio dessa congregação.



04/11/2021

A gastronomia e o mundo

Nascido na Índia em 1865, o escritor inglês Rudyard Kipling – que chegou, em 1907, a ser distinguido com o Prémio Nobel da Literatura – terá dito, certa vez, que a melhor maneira para compreender um país estrangeiro era cheirá-lo.

De facto, a Organização das Nações Unidas sublinhou, em 2016, que a "gastronomia é entendida como a expressão cultural relacionada com a diversidade natural e cultural do mundo".

03/11/2021

A Mongólia e a Rússia

Completa-se no mês que agora se assinala um século desde que a Mongólia e a Rússia estabeleceram relações diplomáticas.

Mas, durante este pedaço de tempo, não foi apenas a imensidão territorial – e, lembro, o baixíssimo número de habitantes por cada quilómetro quadrado do território – a unir os dois países: a Mongólia chegou a ser perspectivada como a 16.ª república da União Soviética...

02/11/2021

A Casa do Risco (II)

Se ontem associei, por assim dizer, a Casa do Risco a um movimento de indivíduos que trabalhou na (e "para a") reconstrução de Lisboa após a destruição causada pelo terramoto, maremoto e incêndio sofridos em 1 de Novembro de 1755, hoje escrevo sobre uma 'outra' Casa do Risco. 

Mais precisamente sobre a que foi criada - também no século XVIII - no "Real Jardim Botânico da Ajuda" pelo naturalista italiano Domenico - ou "Domingos" - Vandelli.

Esta Casa do Risco foi, efectivamente, uma escola de ilustração científica onde se formavam os "riscadores" - que tinham por função acompanhar os colectores de plantas (nas viagens que faziam para as recolher) no sentido de elaborarem desenhos de cada exemplar 'capturado'.

01/11/2021

A Casa do Risco (I)

Grande parte de Lisboa foi, no dia 1 de Novembro de 1755, destruída por causa de, sucessivamente, um terramoto, um maremoto e um incêndio. 

Ora, foi ainda nesse mesmo mês que surgiram documentos oficiais dando conta das preocupações relativamente à reconstrução da cidade.

Meses depois, Sebastião José de Carvalho e Melo - o "Marquês de Pombal" -, recém nomeado para a secretaria de Estado dos negócios do Reino, seleccionou alguns especialistas para trabalharem nessa espécie de reconfiguração arquitectónica e urbanística. 

O gabinete de trabalho que os reuniu ficou conhecido como a "Casa do Risco das Obras Públicas" e teve como coordenador Manuel da Maia, designado como "engenheiro-mor do Reino".