15/12/2021

A morte de Mozart

Se no passado dia 13 de Dezembro se assinalaram quinhentos anos da morte de D. Manuel I, foi há mais dias (5 de Dezembro) que se assinalaram duzentos e trinta anos da morte do músico e compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart.

Contava, apenas, trinta e cinco anos de idade.

14/12/2021

2009 e 2021: descubra as diferenças

No livro que Parag Khanna, o indiano especialista em geopolítica (com ‘enfoque’ na globalização…), escreveu e que foi publicado pela primeira vez em Portugal em 2009 com o titulo "O segundo mundo" pode ler-se o seguinte: "Dia e noite, navios de carga e petroleiros cruzam os oceanos, os aviões transportam milhares de pessoas para novos destinos e os mercados financeiros distribuem capital – tudo isto enquanto irrompem guerras civis, enquanto são planeados e executados ataques terroristas e são usados sistemas de armas nucleares".

 Para além da pandemia, quão diferente o mundo 'está' em 2021?

13/12/2021

E o "Édito de Expulsão"?

Refere a página na "Internet" do Arquivo Nacional Torre do Tombo o seguinte a propósito da exposição virtual subordinada ao rei português D. Manuel I: "O rei D. Manuel I morreu em Lisboa, a 13 de Dezembro de 1521. Em 2021, a 13 de Dezembro, assinalam-se os 500 anos da data da sua morte. Foi o 14.º rei de Portugal e reinou durante 26 anos, de 1495 a 1521. As realizações do seu reinado, que pelo seu sucesso lhe valeram o cognome de “O Venturoso”, estão documentadas na Torre do Tombo, o Arquivo dos reis de Portugal e da administração do reino, muitos deles no Arquivo da Casa da Coroa, e em outros fundos e colecções. São milhares os documentos em que D. Manuel I é sujeito, actor, autor, interlocutor, destinatário, assunto. Muitos estão ainda por descobrir e explorar. A governação do Reino, as reformas empreendidas, as mercês e privilégios concedidos ou confirmados, as decisões tomadas, registadas na Chancelaria régia e expedidas a seus destinatários, as Cortes, as Bulas sobre a ameaça comum dos Turcos, concedendo poderes ao Rei ou enviando a Rosa de Ouro, a vasta colecção de cartas reunida em virtude da relação com os reis e príncipes europeus, rainhas e duquesas, do desempenho dos embaixadores, dos fornecimentos vindos da Flandres, da administração das ilhas dos Açores e da Madeira, do governo das praças de África e os contactos com os reis de Fez, Marraquexe e Marrocos, xarifes e xeques ou com a população moura, dos embaixadores do Preste João imperador da Abissínia, de D. Afonso rei do Congo, do rei do Benim, da feitoria de São Jorge da Mina, as costas ocidental e oriental de África, a viagem de Vasco da Gama até à Índia e a de Pedro Álvares Cabral com o achamento do Brasil, as notícias das descobertas sucessivas, as relações com os reis da Índia, as instruções dadas a feitores, capitães mores e governadores ou a vice-reis da Índia, notícias de armadas e fortalezas, de cargas de especiaria, de relações de paz ou de inimizade, de corsários, as encomendas e as ofertas de arte que protagonizou, dão a vasta dimensão do seu governo, da abrangência geográfica do território d’ Aquém e d’ Além Mar de que era rei e senhor".

Sobre o "Édito de Expulsão" (1496) nem uma palavra…

 

 


 

11/12/2021

O rio de fogo

Foi por mero esquecimento que não referi, no texto que escrevi ontem no blogue, que o imaginário encontro entre Dante e Virgílio decorria junto ao rio Flagetonte, um dos rios do "submundo"…

10/12/2021

Gregos, romanos e Boticelli

Sófocles e Eurípides foram, talvez, os nomes ‘maiores’ de todos os poetas e dramaturgos gregos que viveram cinco séculos antes da data atribuída ao nascimento de Jesus Cristo.

Por exemplo, Sófocles escreveu a peça "Rei Édipo" e Eurípides "Medeia".

Ora, estes autores gregos – e as peças que escreveram – não foram, seguramente, a única inspiração para o italiano Sandro Boticelli ter feito os desenhos que fez dois mil anos depois (no ‘fim’ do século XV, pois): um desses esboços, ‘baseado’ na "Divina Comédia", como que imaginava um encontro entre o seu autor, Dante Alighieri, e o poeta romano Virgílio com os centauros – seres míticos entre os Gregos.

Um outro representava, por seu ‘lado’, a perseguição movida por cães e harpias – também seres míticos entre os helénicos – às almas condenadas a permanecer para sempre no Inferno.

09/12/2021

A "Cunard"

Dado o ‘poder’ do fenómeno turístico em Portugal, talvez a muitos não seja estranho o símbolo da companhia "Cunard".

Não de estranheza mas de surpresa será o ‘conteúdo’ do sentimento – o meu, pelo menos, foi – ao perceber que a referida companhia "Cunard" teve a sua origem em Samuel Cunard, mercador inglês nascido no século XVIII na "Nova Escócia" (no Canadá) e que se tornou no fundador da primeira ‘carreira’ regular a navegar no Atlântico.

 

 


 

08/12/2021

A filha que fugiu

Talvez a única razão por que o nome "Svetlana Alliluyeva" continua a integrar alguns livros de História seja o de ter sido o nome de nascimento da filha do dirigente da União Soviética Josef Stalin – ou "José Estaline".

Ou não.

Talvez seja o facto, efectivamente, de Svetlana Alliluyeva ter desertado do então ‘império’ comunista localizado em solo europeu em benefício do seu (teórico, apenas) "grande inimigo capitalista", os Estados Unidos da América.