"Em nome de Deus, pára um momento, cessa o trabalho e olha em teu redor".
Lev Tolstoi (1828-1910, escritor russo)
"Em nome de Deus, pára um momento, cessa o trabalho e olha em teu redor".
Lev Tolstoi (1828-1910, escritor russo)
Li, anteontem, as seguintes palavras na capa de um jornal: "Abramovich [Roman] é cidadão português desde Abril [de 2021] por ser judeu sefardita".
Ou seja, um descendente de judeus expulsos da Península Ibérica no século XV: de Espanha pelos "Reis Católicos" (em 1492) e de Portugal pelo rei D. Manuel I (em 1496).
Ora, já um dos professores do artista visual neerlandês M. C. Escher (talvez mesmo aquele que teve uma maior influência na escolha do percurso profissional de Escher) – Samuel Jessurun de Mesquita –, que tinha também uma origem sefardita, não teve a mesma sorte: foi deportado para o campo de concentração e extermínio de Auschwitz durante a II Guerra Mundial e assassinado…
As instalações da Fundação Calouste Gulbenkian (em Lisboa) acolhem "por estes dias" uma exposição sobre "Hergé" (ou melhor, "Georges Remi", o seu verdadeiro nome), o criador da personagem de banda desenhada "Tintin".
Apesar de mostrar – como é ‘timbre’ de uma exposição… – um conjunto de documentos, esboços e desenhos por si elaborados, não sei se esta exposição exibe algo a propósito da personagem "Oliveira da Figueira", mercador português.
Seria, sem dúvida, um pretexto excelente para discutir a criação de estereótipos…
Carl von Clausewitz não é apenas lembrado como tendo sido o general prussiano que combateu Napoleão Bonaparte.
É também por ter sido quem escreveu "Da guerra".
Ora, este trabalho tem vindo a ser, por vezes, perspectivado como uma espécie de resposta do Ocidente à obra escrita pelo também general e estratega militar chinês Sun Tzu seis séculos antes da data atribuída ao nascimento de Jesus Cristo.
Escreveu José Maria Eça de Queirós, no "Mandarim" (publicado em 1880), por exemplo, as seguintes palavras: "Havia um quiosque no jardim sob os sicômoros".
Ora, os sicómoros – "sicômoros" é a grafia brasileira – (palavra adoptada a partir do grego "sukomoros") são exemplares de uma espécie arbórea.
Se no passado dia 13 de Dezembro se assinalaram quinhentos anos da morte de D. Manuel I, foi há mais dias (5 de Dezembro) que se assinalaram duzentos e trinta anos da morte do músico e compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart.
Contava, apenas, trinta e cinco anos de idade.
No livro que Parag Khanna, o indiano especialista em geopolítica (com ‘enfoque’ na globalização…), escreveu e que foi publicado pela primeira vez em Portugal em 2009 com o titulo "O segundo mundo" pode ler-se o seguinte: "Dia e noite, navios de carga e petroleiros cruzam os oceanos, os aviões transportam milhares de pessoas para novos destinos e os mercados financeiros distribuem capital – tudo isto enquanto irrompem guerras civis, enquanto são planeados e executados ataques terroristas e são usados sistemas de armas nucleares".
Para além da pandemia, quão diferente o mundo 'está' em 2021?