08/01/2022

Canários nas minas?

Ainda ontem aqui escrevi sobre chá.

Enquanto mero exemplo de uma espécie de intercâmbio cultural existente entre Portugal e Inglaterra.

Ora, por "terras de Sua Majestade", o governo anunciou em Dezembro de 1986 que as minas para extracção de carvão localizadas no país iriam começar a instalar sensores electrónicos para substituir as aves canoras como detectores ‘iniciais’ da existência, nesses mesmos complexos mineiros, de monóxido de carbono.

E por cá?


07/01/2022

A infanta e o chá

É já velha de séculos a ‘amizade’ política entre Portugal e Inglaterra.

Recordo, apenas, o casamento, em 1662, da infanta portuguesa Catarina de Bragança com o rei inglês Carlos II.

Ora, refere-se muito frequentemente – no ‘mundo’ académico, sobretudo – ser essa senhora portuguesa a responsável pela introdução em Inglaterra do hábito de "consumir chá".

Eu, que não sou historiador, nem estudioso dessa bebida, só posso acreditar.

Ou não.

06/01/2022

Margiochi e o fim da Inquisição

Já por várias vezes escrevi aqui no blogue sobre a Inquisição portuguesa (por assim dizer).

De facto, foi concedida ao rei D. João III a autorização papal necessária para a instauração no país do Tribunal do Santo Ofício – ou "Inquisição" – em 1532.

Assim, a partir de 1536 e até 1820 (ou, mais concretamente, até ao ‘início’ de 1821) essa instituição estimulou a delação, a autocensura, o medo e, enfim, o "pior do ser humano".

Ora, foi Francisco Margiochi o autor do projecto de lei que levou à extinção desse infame ‘tribunal’.


05/01/2022

O "Beco de Esfola Bodes"

Existiu em Lisboa, no século XVIII, o "Beco de Esfola Bodes".

Na freguesia de "S. Paulo".

Será que poderia ainda existir, actualmente, um arruamento com essa designação numa cidade (uma "capital", por sinal) no chamado "Ocidente"?


04/01/2022

Uma língua na biblioteca

"A língua hebraica, que muitos gramáticos do séc. XVI consideravam ter origem divina, foi, juntamente com o grego e o latim, objeto de um interesse renovado no Renascimento. Portugal não foi alheio a esse movimento de regresso às origens, como atesta o considerável acervo de obras sobre a língua hebraica existentes na BNP [Biblioteca Nacional de Portugal]. Nele estão representados os hebraístas mais importantes do século XVI, desde Reuchlin, passando por Nicolau Clenardo, Elias Levita, Sebastião Münster, Sante Pagnini, Francisco de Távora, Alonso de Zamora, Luís de S. Francisco e outros".



Exposição "Judaica nas coleções da Biblioteca Nacional de Portugal, séculos XIII a XVIII" patente entre Março e Junho de 2014

03/01/2022

Uma deusa na Terra

Foi no século XVIII (entre 1710 e 1714) que o pintor francês Nicolas de Largillière pintou "Portrait of a Lady as Pomona".

Ou, se os títulos pudessem ser traduzidos, "Retrato de uma Senhora posando como Pomona"…

Aproveito, de resto, para recordar que "Pomona" era, na mitologia romana, a deusa da fruta e da abundância.

Ora, alguns especialistas pensam que a Senhora de "carne e osso" retratada nessa pintura fosse (ou "seja") Marie Madeleine de la Vieuville, a "Marquesa de Parabère", amante de Filipe II, o "Duque de Orléans" e, depois, regente de França.

31/12/2021

Afonso de Albuquerque

Foi no dia 16 de Dezembro de 1515 que, em Goa (na Índia), morreu Afonso de Albuquerque.

Não sou, seguramente, a pessoa ideal – nem é este, aliás, o ‘espaço’ indicado para o fazer – para tentar ensaiar uma espécie de biografia deste português de antanho.

Mas julgo ser, no entanto, o ‘espaço’ apropriado para sublinhar a extrema importância de Afonso de Albuquerque no mundo em que viveu pois conseguiu conservar uma postura decente – ‘imposta’ pela rectidão moral – apesar da mediocridade que o rodeava.

Na minha opinião, claro.

Acredito verdadeiramente, também, que, por isso mesmo, se vivesse actualmente, não teria qualquer hipótese, por assim dizer, pois já então morreu tolhido pela pobreza material...