11/02/2022

A "Guerra dos Sete Anos"

A "Guerra dos Sete Anos" foi o último ‘grande’ conflito a ocorrer em solo europeu antes do advento de Revolução Francesa (em 1789).

De facto, activa entre 1756 e 1763, a "Guerra dos Sete Anos" concentrou as maiores potências europeias da época: de um lado da ‘barricada’ estavam a França, a Áustria, a Saxónia, a Suécia e a Rússia e do outro lado estavam a Prússia, Hanover e a Grã-Bretanha.

Tal conflito surgiu quando a Áustria quis recuperar território perdido para a Prússia durante a "Guerra da Sucessão da Áustria", entre 1740 e 1748.

A assinatura do "Tratado de Hubertusburg" (no castelo de "Hubertusburg" precisamente, na Saxónia), em 1763, terminou o conflito.

10/02/2022

Portugal e o Museu da Imigração

Existe em França o "Musée national de l’histoire de l’immigration".

Desde 2007, aliás.

Ora, há ‘perto’ de duas décadas que um dos maiores países da Europa – em termos de extensão territorial – e com um "passado histórico" profundamente ‘envolvido’ no fenómeno colonial, decidiu ser tempo de ‘olhar’ para a imigração.

No ‘fundo’, para todos os que, com maior ou menor agrado, imigraram para França e aí construiram parcial ou totalmente as suas vidas.

Com maior ou menor dificuldade…

Já em Portugal, apesar deste país ter também um "passado histórico" profundamente ‘envolvido’ no fenómeno colonial e lidar – muitas vezes, mal – todos os dias com a imigração, não existe qualquer espaço museológico a ela dedicado.

Um espaço que pudesse acolher a reflexão, a diversidade e a liberdade.

Ou seja, o Outro e a sua dignidade.

Que pena.

09/02/2022

Os "Mau Mau" e o preço da Liberdade

Não sou um especialista em "cartoons".

E muito menos nos "cartoons" de Art Spiegelman e nos seus "Maus".

Assim, nada escreverei sobre eles.

Mas irei, no entanto, arriscar escrever algumas palavras sobre a "Revolta dos Mau Mau".

De facto, tal revolta teve como "pano de fundo" o Quénia enquanto dependência colonial da Inglaterra, no ‘início’ da década de 1950.

O movimento "Mau Mau" – essencialmente composto por combatentes ‘oriundos’ da principal etnia do Quénia: a dos "Kikuyu" – foi o responsável por, desde 1952 até 1960, sensivelmente, lutar pelos direitos da população autóctone do país. No ‘fundo’, pela independência e pela liberdade.

A repressão inglesa não se fez, porém, esperar e, em consequência, milhares de pessoas foram torturadas e mortas.

08/02/2022

A "mãe" de todas as virtudes, por Cícero

"A gratidão não é apenas a maior das virtudes. É, sim, a 'mãe' de todas elas".



Cícero (106 anos antes da data geralmente atribuída ao nascimento de Jesus Cristo [a.C.] - 43 a.C.), filósofo e político romano

07/02/2022

Um reinado de platina

Assinalaram-se ontem setenta anos do reinado de Isabel II.

Rainha do Reino Unido, de quatorze países da "Commonwealth" e de outros quatorze territórios ultramarinos (a "Ilha de Santa Helena", por exemplo).

Foi efectivamente no dia 6 de Fevereiro de 1952 que Isabel assumiu o trono britânico em virtude da morte do seu pai, o rei Jorge VI.


05/02/2022

A estátua e o nacionalismo

Foi uma estátua do jogador português de futebol Cristiano Ronaldo que o governo da província indiana de Goa decidiu instalar na capital "Panjim" para assinalar o 60.º aniversário da independência de Goa – enquanto colónia de Portugal.

Porém, muitos dos comentários que foram publicados em redes sociais sobre a cerimónia criticaram ‘duramente’ a escolha – que, lembro, pretendia inspirar os jovens desportistas da região a preserverarem – de um jogador...português.


04/02/2022

Os portugueses e o luxo da Ásia

Ainda há dias ‘aqui’ escrevi sobre a "Carreira da Índia".

De facto, foram os portugueses os primeiros europeus a chegar à Índia por via marítima (por Vasco da Gama) no ‘fim’ do século XV.

Não se estranhará, por isso, que tenham também sido os portugueses os primeiros a assegurar o estabelecimento de uma rota marítima directa entre a Ásia e a Europa no que se refere à pimenta, por exemplo.

No entanto, rapidamente os portugueses que se começaram por ‘dedicar’ ao comércio das especiarias ampliaram o seu "leque de negócios": beneficiando da sua nova postura como "agentes regionais", conseguiram aceder a esquemas de negócios já estabelecidos: foi, por isso, uma mera questão de tempo até os europeus conhecerem o luxo da Ásia: pérolas e pedras preciosas, tecidos de seda, loiça de porcelana, móveis, estatuetas, e chá, por exemplo.