16/04/2022

As tatuagens

Malgrado uma espécie de banalização da "tatuagem" nos últimos anos - atente-se, por exemplo, nas tatuagens existentes nos corpos de jogadores de futebol (pelo menos, os intervenientes em jogos 'alvos' de transmissão) já que difícil parece ser é descobrir-se um que as não possua -, admito que esta continue a 'carregar' uma também espécie de estigma.

Não muito positivo, diga-se.

Ora, "até que ponto" têm sido as tatuagens 'espelhos' de diversidade e de liberdade social (e pessoal)?

15/04/2022

O "tchrammmm" de Houdini

Talvez um dos mais fantásticos truques realizados no percurso de mágico pelo norte-americano Harry Houdini tenha sido, precisamente, um que 'envolveu' o seu nome: "Houdini" nascera "Erik Weiz"...

14/04/2022

Voltaire: dúvida e certeza

"A dúvida pode não ser agradável mas a certeza é absurda" Voltaire, filósofo francês, 1694-1778

13/04/2022

O património cultural subaquático

Li, há dias, sobre a recuperação e inventariação (elaboração de uma carta arqueológica) do património cultural subaquático existente no litoral alentejano. 

Sob a égide da "Direção Geral do Património Cultural", lembro. 

Ora, admito que talvez tal interesse se devesse ter revelado e manifestado há já vários (muitos) anos. 

Aproveito, por isso, para recordar que também no rio Arade (entre "Ferragudo" e "Portimão") - no "Algarve", portanto - decorreu, até, igualmente, há alguns dias, uma campanha de arqueologia subaquática com a presença de investigadores noruegueses (o "Arade 23").

12/04/2022

D. Francisco no Terreiro

No cenário que aqui referi há dias - "Terreiro do Paço no Século XVII" - é possível vislumbrar o multiculturalismo que aquele espaço de Lisboa congregava nesse exacto momento.

Se toda a cidade 'respirava', então, também aquela diversidade será, talvez, uma dúvida a que outros documentos e registos poderão ajudar a responder. 

Mas, voltando à pintura.

"Terreiro do Paço no Século XVII" revela, por exemplo, um coche que estava a ser utilizado por D. Francisco de Mello e Torres, o embaixador português em Londres e um dos principais negociadores do contrato nupcial que vincularia D. Catarina e o monarca de Inglaterra. 

11/04/2022

O "Funchal" e a trasladação

Já escrevi aqui no blogue sobre o navio/paquete "Funchal".

Há muitos "posts" atrás…

Mas eis que volto a escrever sobre ele para referir que foi em Abril de 1972 que esta embarcação transportou os restos mortais de D. Pedro I, imperador do Brasil (e "D. Pedro IV, rei de Portugal") para o Brasil em virtude das comemorações do 150.º aniversário da independência do país americano.

Que D. Pedro proclamou face a Portugal no ‘início’ de Setembro de 1822.

Aproveito, no entanto, para recordar o seguinte: nos restos mortais trasladados não se encontrava o coração de D. Pedro pois aquele permanece, desde 1837, na Igreja da Lapa, no Porto.

 


 


09/04/2022

Stoop, Lisboa e Londres

Talvez a pintura "Terreiro do Paço no Século XVII" seja a obra mais divulgada do artista neerlandês Dirk Stoop, pintor destacado na corte portuguesa de então (cerca de 1662).

Ora, foi precisamente nesse ano que o artista acompanhou D. Catarina que, na sequência de um acordo anteriormente celebrado, casou em Londres com o monarca inglês Carlos II (ou, em língua inglesa, "Charles II").