28/04/2022

A memória de um livro

Assinalou-se no passado dia 23 de Abril o "Dia Mundial do Livro".

Parece-me, pois, o momento apropriado para voltar a citar a escritora francesa Marguerite Duras (1914-1996) - ainda que com atraso...: "Creio que nada substitui a leitura de um texto, nada substitui a memória de um texto, nada, nenhum jogo".

27/04/2022

Emídio Navarro

Quando, enquanto aluno, frequentei a "Escola Técnica de Emídio Navarro", em Almada, já há muito que o seu 'patrono' havia falecido. 

Com efeito, Emídio Navarro viveu sessenta e um anos e faleceu em 1905. 

Nascido em Viseu, foi ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria (através do "Partido Progressista").

26/04/2022

Trezentos parabéns reais

Estou certo de que a última vez que aqui escrevi um texto sobre a rainha Isabel II foi para abordar a celebração dos setenta anos do seu reinado, em 6 de Fevereiro de 2022.

Quero agora, no entanto, referir-me a uma outra dimensão da história britânica (e, enfim, do mundo).

À demográfica. 

Efectivamente, quando Isabel II iniciou o seu reinado - em 6 de Fevereiro de 1952 - comprometeu-se a enviar cartas de felicitações a todos os súbditos que completassem cem anos de idade. 

Tal promessa consumia, então, pouco esforço físico (e administrativo).

Ora, volvidas sete décadas, esse 'cenário' alterou-se dramaticamente: a rainha envia (por assim dizer) cerca de trezentas missivas desse tipo todos os dias...

25/04/2022

Antes e depois de Abril

Porque passam hoje 48 anos do dia 25 de Abril de 1974, opto por recordar um texto que escrevi há quatro anos por esta mesma altura: "Assinalaram-se ontem 44 anos do golpe militar de 25 de Abril de 1974. Embora democrata e resolutamente antifascista, não consigo partilhar do ‘entusiasmo’ daqueles que chamam ao acontecimento "Revolução dos Cravos" pelo simples facto de acreditar que um movimento verdadeiramente revolucionário não pode ser feito com ‘flores’. Veja-se, por exemplo, o estado de coisas em que vive a Tunísia alguns anos após a "Revolução do Jasmim"… Cito, por isso, duas pessoas temporalmente separadas por mais de trinta anos: o grande músico/cantor e resistente José Afonso ("Zeca Afonso") e o fiscalista e sócio da "Espanha e Associados" João Espanha. "O 25 de Abril não foi feito para aquilo que estamos agora a viver. Aqueles que ajudaram a fazer o 25 de Abril imaginaram uma sociedade muito diferente da actual que está a ser oferecida aos jovens. Os jovens deparam-se hoje com problemas tão graves – ou talvez mais graves que aqueles que nós tivemos que enfrentar – o desemprego, por exemplo, e por vezes não têm recursos. O sistema ultrapassa-os. O sistema oprime-os criando-lhes uma aparência de liberdade. Eu creio que a única atitude foi aquela que nós tivemos – nós, refiro-me à minha geração: de recusa frontal, de recusa inteligente (se possível até pela insubordinação; se possível até pela subversão) ao modelo de sociedade que lhes está a ser oferecido com belos discursos, com o fundamento da legalidade democrática, com o fundamento do respeito pelos direitos dos cidadãos. É, de facto, uma sociedade teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer deus banqueiro que é imposta aos jovens de hoje". "Zeca Afonso" em 1984, nas comemorações dos dez anos do "25 de Abril" "Só uma pequena minoria endinheirada pode recorrer a um advogado mesmo que seja vítima de injustiça [do Fisco]". João Espanha no "Jornal de Negócios" em 12 de Abril de 2018 Acrescento, todavia, uma frase escrita pelo filósofo italiano Nicolau Maquiavel que me parece exemplar para descrever o que, em minha opinião, se tem vindo a passar na História (de Portugal e não só): "Os povos que perdem a liberdade pela força, pela força haverão de reconquistá-la. Mas os que perdem a liberdade por descuido, estes demorarão muito a voltar a ser livres".

23/04/2022

Saramago e o ser humano

"O ser humano não deve contentar-se com o papel de observador. Tem responsabilidade perante o mundo, tem de actuar, intervir".


José Saramago (1922-2010), escritor português

22/04/2022

As palavras, as roupas e os pensamentos

"As palavras são as roupas dos pensamentos".


Samuel Beckett (1906-1989), escritor e dramaturgo irlandês


21/04/2022

'Cognomes' norte-americanos

Não são apenas as operações policiais que têm designações codificadas.

Ou seja, "nomes de código".

Por exemplo, os presidentes norte-americanos Bill Clinton, George W. Bush, Barack Obama e Donald Trump eram identificados pelos "Serviços Secretos" do país através dos respectivos "nomes de código": "Eagle" (ou "Águia"), "Trailblazer" (ou "O que arrisca"), "Renegade" (ou "O traidor" e "Mogul" (ou "O poderoso").

Já agora: o actual presidente norte-americano - Joe Biden - é identificado pela palavra "Celtic" (ou "Celta").