03/05/2022

"Garcia de Orta" (novamente)

Assinala-se hoje, 3 de Maio, o "Dia Mundial da Liberdade de Imprensa".

Se é, certamente, a data apropriada para lembrar os direitos daqueles que se dedicam ao Jornalismo, deveria também ser a ‘ocasião’ para recordar que estes têm igualmente deveres.

Ora, "acima" de todos estes encontra-se, na minha opinião, "o dever de ser rigoroso naquilo que se transmite".

De facto, "rigor" foi exactamente o que não encontrei quando há dias li o seguinte título:

 

 

Aproveito, pois, para também eu recordar um texto que aqui escrevi em 14 de Abril de 2020 com o título "Garcia de Orta":


"Perdoe-se-me que me detenha, ainda que muito sucintamente, na ortografia de um nome: Garcia de Orta.

Há muito tempo que tenho vindo a ler e a ouvir (abstenho-me de indicar fontes) uma deturpação que, em minha opinião, embora não parecendo ser grave, é.

Porque revela, desde logo, um desconhecimento do nome de alguém que foi importante na História de Portugal e, depois, uma falta de rigor (para não dizer respeito…) para com a sua memória.

Ora, o nome do médico português nascido no início do século XVI e que passou trinta anos da sua vida na Índia era Garcia de Orta e não Garcia da Orta".


02/05/2022

Gaspar Frutuoso

Localiza-se na ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores, a "Escola Gaspar Frutuoso" (mais precisamente, a "Escola Básica Integrada da Ribeira Grande").

Ora, foi exactamente na mais extensa ilha do arquipélago açoriano que nasceu, em 1522 - e faleceu, em 1591 -, o humanista, sacerdote, historiador e cronista Gaspar Frutuoso. 

Autor de "Saudades da Terra", do percurso de vida de Gaspar Frutuoso evidenciam-se, na minha opinião, duas dimensões: a primeira foi ter como que personificado o espírito da sociedade em que viveu e a segunda foi o extraordinário contributo que legou aos vindouros sobre várias 'áreas' científicas. 

Não é, certamente, por acaso que Gaspar Frutuoso é, ainda hoje, uma referência para quem estuda os Açores...

30/04/2022

A ponte e a guerra

Foi ontem que abriu ao público, no Vietname, uma ponte.

Mas não é uma ponte qualquer: é, 'simplesmente', a mais extensa ponte de vidro em todo o mundo. 

Suspensa entre duas montanhas, esta ponte envidraçada pretende assinalar os quarenta e sete anos do fim da guerra - a "Guerra do Vietname".

29/04/2022

A sicofanta e o oxímoro

Li, há dias, um texto de opinião no qual o seu autor referia ser uma recente candidata nas eleições presidenciais francesas (que até disputaria a "segunda volta" destas mesmas eleições) uma "sicofanta" do actual presidente da Rússia. 

Aproveitando para recordar, pois, que "sicofanta" significa "pessoa que acusa ou denuncia" e "pessoa que dá ou inventa informações falsas", creio que esse autor pretenderia veicular a ideia de que a referida "Madame" nada mais seria do que uma espécie de porta-voz desse presidente. 



"Post scriptum": a expressão que atrás citei "inventa informações falsas" carece, quanto a mim, de coerência já que o facto de se inventar informações significa que elas são, desde logo, falsas. Ora, "inventar informações falsas" é um oxímoro e, portanto, um desperdício...

28/04/2022

A memória de um livro

Assinalou-se no passado dia 23 de Abril o "Dia Mundial do Livro".

Parece-me, pois, o momento apropriado para voltar a citar a escritora francesa Marguerite Duras (1914-1996) - ainda que com atraso...: "Creio que nada substitui a leitura de um texto, nada substitui a memória de um texto, nada, nenhum jogo".

27/04/2022

Emídio Navarro

Quando, enquanto aluno, frequentei a "Escola Técnica de Emídio Navarro", em Almada, já há muito que o seu 'patrono' havia falecido. 

Com efeito, Emídio Navarro viveu sessenta e um anos e faleceu em 1905. 

Nascido em Viseu, foi ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria (através do "Partido Progressista").

26/04/2022

Trezentos parabéns reais

Estou certo de que a última vez que aqui escrevi um texto sobre a rainha Isabel II foi para abordar a celebração dos setenta anos do seu reinado, em 6 de Fevereiro de 2022.

Quero agora, no entanto, referir-me a uma outra dimensão da história britânica (e, enfim, do mundo).

À demográfica. 

Efectivamente, quando Isabel II iniciou o seu reinado - em 6 de Fevereiro de 1952 - comprometeu-se a enviar cartas de felicitações a todos os súbditos que completassem cem anos de idade. 

Tal promessa consumia, então, pouco esforço físico (e administrativo).

Ora, volvidas sete décadas, esse 'cenário' alterou-se dramaticamente: a rainha envia (por assim dizer) cerca de trezentas missivas desse tipo todos os dias...