Assinala-se
hoje, 3 de Maio, o "Dia Mundial da Liberdade de Imprensa".
Se
é, certamente, a data apropriada para lembrar os direitos daqueles
que se dedicam ao Jornalismo, deveria também ser a ‘ocasião’
para recordar que estes têm igualmente deveres.
Ora, "acima" de todos estes encontra-se, na minha opinião, "o dever
de ser rigoroso naquilo que se transmite".
De
facto, "rigor" foi exactamente o que não encontrei quando há
dias li o seguinte título:
Aproveito,
pois, para também eu recordar um texto que aqui escrevi em 14 de
Abril de 2020 com o título "Garcia de Orta":
"Perdoe-se-me
que me detenha, ainda que muito sucintamente, na ortografia de um
nome: Garcia
de Orta.
Há
muito tempo que tenho vindo a ler e a ouvir (abstenho-me de indicar
fontes) uma deturpação que, em minha opinião, embora não
parecendo ser grave, é.
Porque
revela, desde logo, um desconhecimento do nome de alguém que foi
importante na História de Portugal e, depois, uma falta de rigor
(para não dizer respeito…)
para com a sua memória.
Ora,
o nome do médico português nascido no início do século XVI e que
passou trinta anos da sua vida na Índia era Garcia
de Orta e
não Garcia
da Orta".