11/05/2022

"Cinco de Mayo"

Assinalou-se há dias, no México, o "Cinco de Mayo" (ou, em língua portuguesa, "Cinco de Maio").

Feriado em várias localidades no México (e, também, nos Estados Unidos da América), o "Cinco de Mayo" é a celebração anual de uma vitória militar do exército mexicano face ao exército francês (recordo que era "Napoleão III" quem chefiava, então, a França) em 5 de Maio de 1862.

Ora, tal vitória tem vindo, progressivamente, a ser apresentada como símbolo da resistência mexicana face ao designado "domínio estrangeiro".

10/05/2022

"Lusitânia" e o afundamento

O escritor português Almeida Faria publicou há já muitos anos (em 1980, creio), um texto ficcional a que deu o título de "Lusitânia".

Ora, foi ainda há mais anos - em 1915 - e de modo completamente real que um submarino alemão afundou o navio com pavilhão britânico "Lusitania".

Recordo que tal acção terá, segundo algumas 'fontes', contribuído para, por exemplo, a 'entrada' dos Estados Unidos da América na I Guerra Mundial. 

09/05/2022

Charles de Gaulle e a Política

Foi em 1958 que o general Charles de Gaulle (1890-1970) instaurou a "Quinta República" em França. 

Aproveito, por isso, para lembrar algo que o mesmo de Gaulle proferiu (talvez já enquanto "presidente"): "Como nenhum político acredita no que diz, fica sempre surpreendido ao ver que os outros acreditam nele".

07/05/2022

A biblioteca do palácio

As imagens que o fotógrafo norte-americano Richard Silver publicou, recentemente, na plataforma "Bored Panda" mostram algumas das bibliotecas mais "interessantes" no mundo.

No que se refere às suas características estéticas – a arquitectura … –, sobretudo.

É, para além ‘disso’, uma listagem subjectiva, claro.

Assim, podem encontrar-se a biblioteca "Strahov" de Praga (na República Checa), a biblioteca pública de Nova Iorque, a biblioteca e museu "Morgan" e a biblioteca "House of Redeemer" em Nova Iorque também (nos Estados Unidos da América), a "State Library Of Victoria" em Melbourne (na Austrália), a biblioteca "Hendrik Consciense Heritage" em Antuérpia (na Bélgica), a biblioteca do "Real Gabinete de Leitura" no Rio de Janeiro (no Brasil), a biblioteca "Saint Genevieve" em Paris (capital de França), a biblioteca "nacional austríaca" em Viena (na Áustria, precisamente) e a biblioteca "pública" de Estugarda (na Alemanha).

Mas, não sendo eu especialista nestas ‘matérias’, espero não ser severamente advertido por acrescentar uma das que, acredito, poderia integrar facilmente uma espécie de "7 Maravilhas do Mundo" referente à Arquitectura: a "biblioteca do Palácio Nacional de Mafra".

 

 


 

06/05/2022

Judeus anti-semitas

Foi esta semana que um jornalista (italiano, já agora) perguntou ao actual ministro dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Sergei Lavrov, como é que a Ucrânia poderia ser governada por "nazis" quando o presidente deste país - Volodymyr Zelensky - é judeu.

Lavrov sublinhou, então, que Adolf Hitler tinha "sangue judeu" e que "os maiores anti-semitas eram judeus".

Teriam, pois, sido judeus a assassinar outros judeus durante o Holocausto?

05/05/2022

Sanções e honra

De acordo com uma sondagem levada a efeito, recentemente, pelos norte-americanos "Washington Post" e "ABC News", cerca de 73% dos inquiridos (ou "norte-americanos", se se preferir generalizar) apoia sanções "duras" contra a Rússia a propósito do actual conflito na Ucrânia. 

Ora, dado o conteúdo dos discursos dos actuais dirigentes políticos do Reino Unido, talvez a percentagem de britânicos a concordar com a efectivação dessas "sanções duras" não difira assim tanto da do "outro lado do Atlântico".

Ainda assim, aproveito para lembrar uma das "ideias" do livro "The Economic Weapon: The Rise of Sanctions as a Tool of Modern War" que o historiador Nicholas Mulder publicou já em 2022: apesar das violentas batalhas que opuseram britânicos e russos na Guerra da Crimeia (entre 1853 e 1856), ambos continuaram a honrar o pagamento das suas dívidas em relação ao oponente momentâneo.

04/05/2022

Coquelin e a revista

Um dos jogadores que ontem esteve presente no jogo de futebol que opôs a equipa espanhola "Villarreal" à equipa inglesa "Liverpool" a contar para a "segunda mão" das meias-finais da edição da "Liga dos Campeões" referente à época 2021/2022 tinha o apelido "Coquelin".

Mas, se nada quero escrever em relação a este jogador, o mesmo não poderei já dizer em relação a outro cidadão francês: Charles Coquelin. 

Ora, este viveu no século XIX e foi um economista.

Escreveu, por exemplo, sobre os sectores bancário e industrial. 

Se, efectivamente, escreveu, também, na "Revue des Deux Mondes" (ou, em língua portuguesa, "Revista dos Dois Mundos"), admito que, talvez, o tivesse igualmente feito sobre este 'tema'.

Recordo, já agora, que naquela revista escreveram também, por exemplo, o alemão Heinrich Heine e os franceses Stendhal e George Sand.