"Por favor Senhor, mover-me-ei cautelosamente sempre que não estiver em condições de poder ver nitidamente o caminho que irei percorrer".
Edmund Burke (1729-1797), político e filósofo irlandês
"Por favor Senhor, mover-me-ei cautelosamente sempre que não estiver em condições de poder ver nitidamente o caminho que irei percorrer".
Edmund Burke (1729-1797), político e filósofo irlandês
Ainda há dias aqui me referi ao "direito de veto" dos países-membros com assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
No entanto, também integram o mencionado "Conselho de Segurança" dez países que são eleitos por dois anos - "lugares rotativos", pois - mas que não têm "direito de veto".
Reproduzo, seguidamente, um excerto de um decreto assinado pelo rei "Filipe II" ("Filipe II" em Espanha mas, em Portugal, "Filipe I") em 1596:
"Declaramos por extranjeros de los reinos de las Indias, y de sus costas, puertos, e islas adyacentes para no poder estar, ni residir em ellas a los que no fueren naturales de estos reinos.
[…] Y mandamos que com todos los demás se entiendam, y practiquem las composiciones, y las penas impuestas, si no se efectuaren, y asimismo declaramos por extranjeros a los portugueses".
Li há pouco que a "cadeia" norte-americana de restaurantes "McDonald's" iria (tentar...) vender o seu negócio na Rússia na sequência das sanções económicas que o "Ocidente" decretou ao país como retaliação pela invasão do território ucraniano.
Aproveito, pois, para recordar que foi em 1940, nos Estados Unidos da América, precisamente - no estado "California" - que dois irmãos 'abriram' um restaurante "drive-in" (origem da "cadeia" de restaurantes "fast-food" que muitos conhecem actualmente).
Eu, como muitos milhares (milhões?) de espectadores, vi o filme "Joker" ('lançado' em 2019) em que a personagem interpretada por Joaquin Phoenix passou a associar, a partir de um determinado momento, a sua actividade de "palhaço" à violência extrema.
Não sou, evidentemente, crítico de cinema, nem especialista em filmes e, por isso, a minha interpretação de que a inspiração 'maior' para a construção do argumento deste filme foram as acções levadas a cabo pelo também norte-americano John Wayne Gacy na década de 1970 na comunidade residente em Chicago talvez nada mais seja do que uma triste e lamentável deturpação.
Se assim for, as minhas sinceras desculpas.
O "direito de veto" é, para além do direito a estar permanentemente representado no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) uma das mais importantes e 'poderosas' garantias que cada um dos cinco países aí presentes - França, China, Reino Unido, Rússia e Estados Unidos da América - tem para aprovar ou, ao invés, rejeitar uma qualquer acção política (militar, por exemplo) com o mandato da mesma ONU, precisamente.
Ora, desde que o "direito de veto" foi exercido pela primeira vez - em 1946 - a Rússia (antes, a União Soviética) já o exerceu em 143 'ocasiões', os Estados Unidos da América em 86, o Reino Unido em 30 e, quer a França, quer a China, em 18 (cada).
Até este momento.
"Se estou condenado, então estou não só condenado a morrer mas também condenado a lutar até morrer"
Franz Kafka (1883-1924), escritor checo