21/05/2022

A tentativa de aliança

Foi no dia 21 de Maio de 1662 que a princesa portuguesa Catarina de Bragança casou com o rei inglês Carlos II.

No entanto, foi a sua mãe - e "rainha de Portugal" -, D. Luísa de Gusmão, quem, enquanto regente de Portugal (recordo que o seu marido, o rei D. João IV, havia falecido em 1656), negociou com a corte inglesa os termos de uma nova aliança entre Portugal e a Inglaterra. 

Tendo esta estipulado, por exemplo, o casamento da princesa Catarina com Carlos II. 

Ainda assim, cerca de quatro anos depois desse matrimónio que uniu novamente os dois reinos - em 1666, portanto -, foi "Sir" Richard Fanshawe quem tentou estabelecer uma aliança tripartida entre Inglaterra, Portugal e Espanha. 

Sem sucesso. 

20/05/2022

Violências há muitas

O argumento fundamental para a condenação generalizada da conduta da Rússia na Ucrânia é a utilização da violência. 

Violência militar, pois. 

Ora, essa "condenação generalizada" sustenta que a Rússia é um país que, politicamente, é uma autocracia - uma "ditadura" - pelo que quaisquer acções violentas (de 'origem' militar ou não) que empreenda são "naturais" e "absolutamente compreensíveis". Mas "condenáveis" e "abjectas".

É, portanto, uma espécie de duelo entre concepções opostas acerca do mundo e da vida. 

No entanto, também os países governados pela "democracia liberal" defendem os "valores democráticos" através da... violência. 

"Legítima defesa"?

19/05/2022

Burke e a cautela

"Por favor Senhor, mover-me-ei cautelosamente sempre que não estiver em condições de poder ver nitidamente o caminho que irei percorrer".


Edmund Burke (1729-1797), político e filósofo irlandês 

18/05/2022

Conselho rotativo

Ainda há dias aqui me referi ao "direito de veto" dos países-membros com assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

No entanto, também integram o mencionado "Conselho de Segurança" dez países que são eleitos por dois anos - "lugares rotativos", pois - mas que não têm "direito de veto".

17/05/2022

A "união ibérica" e os "extranjeros"

Reproduzo, seguidamente, um excerto de um decreto assinado pelo rei "Filipe II" ("Filipe II" em Espanha mas, em Portugal, "Filipe I") em 1596:



"Declaramos por extranjeros de los reinos de las Indias, y de sus costas, puertos, e islas adyacentes para no poder estar, ni residir em ellas a los que no fueren naturales de estos reinos.

[] Y mandamos que com todos los demás se entiendam, y practiquem las composiciones, y las penas impuestas, si no se efectuaren, y asimismo declaramos por extranjeros a los portugueses".

16/05/2022

"McDonald's": ontem e hoje

Li há pouco que a "cadeia" norte-americana de restaurantes "McDonald's" iria (tentar...) vender o seu negócio na Rússia na sequência das sanções económicas que o "Ocidente" decretou ao país como retaliação pela invasão do território ucraniano. 

Aproveito, pois, para recordar que foi em 1940, nos Estados Unidos da América, precisamente - no estado "California" - que dois irmãos 'abriram' um restaurante "drive-in" (origem da "cadeia" de restaurantes "fast-food" que muitos conhecem actualmente).

14/05/2022

Gacy e o "Joker"

Eu, como muitos milhares (milhões?) de espectadores, vi o filme "Joker" ('lançado' em 2019) em que a personagem interpretada por Joaquin Phoenix passou a associar, a partir de um determinado momento, a sua actividade de "palhaço" à violência extrema. 

Não sou, evidentemente, crítico de cinema, nem especialista em filmes e, por isso, a minha interpretação de que a inspiração 'maior' para a construção do argumento deste filme foram as acções levadas a cabo pelo também norte-americano John Wayne Gacy na década de 1970 na comunidade residente em Chicago talvez nada mais seja do que uma triste e lamentável deturpação. 

Se assim for, as minhas sinceras desculpas.