24/05/2022

A Irlanda e as "Guerras Religiosas"

Há décadas que a "Irlanda do Norte" está dividida: de um "lado" estão aqueles que defendem a reunificação da Irlanda (que são, maioritariamente, fiéis ao Catolicismo) e do "outro lado" estão os defensores da manutenção da actual união política com o Reino Unido (os "unionistas", maioritariamente crentes no Protestantismo).

Recordo que o continente europeu viveu nos séculos XVI, XVII e XVIII as "Guerras Religiosas".

23/05/2022

Adaptações ibéricas

O último texto que aqui escrevi mencionou o casamento de D. Catarina de Bragança com o rei Carlos II de Inglaterra e a tentativa de estabelecimento de uma aliança entre a Inglaterra, Portugal e Espanha. 

Ora, se é uma certeza que o dote que a princesa portuguesa 'apresentou' no referido matrimónio incluiu, por exemplo, o território indiano de "Bombaim" e o território marroquino de "Tânger", é, apenas, uma hipótese que tenha sido D. Catarina a introduzir o hábito do consumo de chá em Inglaterra. 

Mas o que é, também, uma certeza é que a morte do igualmente citado "Sir" Richard Fanshawe não impediu que, durante muito tempo, súbditos leais à dinastia "Stuart" continuassem a visitar Portugal e Espanha com o objectivo de 'mergulhar' nas culturas ibéricas e delas extrair 'elementos' que pudessem adaptar à realidade anglo-saxónica. 

21/05/2022

A tentativa de aliança

Foi no dia 21 de Maio de 1662 que a princesa portuguesa Catarina de Bragança casou com o rei inglês Carlos II.

No entanto, foi a sua mãe - e "rainha de Portugal" -, D. Luísa de Gusmão, quem, enquanto regente de Portugal (recordo que o seu marido, o rei D. João IV, havia falecido em 1656), negociou com a corte inglesa os termos de uma nova aliança entre Portugal e a Inglaterra. 

Tendo esta estipulado, por exemplo, o casamento da princesa Catarina com Carlos II. 

Ainda assim, cerca de quatro anos depois desse matrimónio que uniu novamente os dois reinos - em 1666, portanto -, foi "Sir" Richard Fanshawe quem tentou estabelecer uma aliança tripartida entre Inglaterra, Portugal e Espanha. 

Sem sucesso. 

20/05/2022

Violências há muitas

O argumento fundamental para a condenação generalizada da conduta da Rússia na Ucrânia é a utilização da violência. 

Violência militar, pois. 

Ora, essa "condenação generalizada" sustenta que a Rússia é um país que, politicamente, é uma autocracia - uma "ditadura" - pelo que quaisquer acções violentas (de 'origem' militar ou não) que empreenda são "naturais" e "absolutamente compreensíveis". Mas "condenáveis" e "abjectas".

É, portanto, uma espécie de duelo entre concepções opostas acerca do mundo e da vida. 

No entanto, também os países governados pela "democracia liberal" defendem os "valores democráticos" através da... violência. 

"Legítima defesa"?

19/05/2022

Burke e a cautela

"Por favor Senhor, mover-me-ei cautelosamente sempre que não estiver em condições de poder ver nitidamente o caminho que irei percorrer".


Edmund Burke (1729-1797), político e filósofo irlandês 

18/05/2022

Conselho rotativo

Ainda há dias aqui me referi ao "direito de veto" dos países-membros com assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

No entanto, também integram o mencionado "Conselho de Segurança" dez países que são eleitos por dois anos - "lugares rotativos", pois - mas que não têm "direito de veto".

17/05/2022

A "união ibérica" e os "extranjeros"

Reproduzo, seguidamente, um excerto de um decreto assinado pelo rei "Filipe II" ("Filipe II" em Espanha mas, em Portugal, "Filipe I") em 1596:



"Declaramos por extranjeros de los reinos de las Indias, y de sus costas, puertos, e islas adyacentes para no poder estar, ni residir em ellas a los que no fueren naturales de estos reinos.

[] Y mandamos que com todos los demás se entiendam, y practiquem las composiciones, y las penas impuestas, si no se efectuaren, y asimismo declaramos por extranjeros a los portugueses".