21/08/2022
"Noite" e "guerra"
"Trevas".
Esta é apenas uma das palavras que é frequentemente utilizada para descrever a ‘fase’ do dia que é a "noite".
"Desumanidade".
Esta é também uma das palavras que, não raramente, ‘acompanha’ o nome "guerra".
Ora, como sou um admirador do Livro (e da palavra escrita), não espantará que cite dois títulos que como que associam a "noite" e a "guerra": "Viagem ao Fim da Noite" – de Louis-Ferdinand Céline – e "Uma Noite em Lisboa" – de Erich Maria Remarque.
20/08/2022
A "Biblioteca do Congresso"
Não foi por acaso que, enquanto estudante, fiz um trabalho sobre a biblioteca do lugar em que vivo.
Claro que não foi por acaso.
A razão foi só uma: gostar de bibliotecas.
Do que são…
Ora, a verdade é que também aqui no blogue escrevi já sobre "bibliotecas" mas nunca sobre aquela que é a maior biblioteca de todo o mundo: "maior" porque detinha, em 2020, mais de cento e setenta milhões de documentos.
Efectivamente, a "Library of Congress" (ou, na língua portuguesa, a "Biblioteca do Congresso" dos Estados Unidos da América) é um precioso recurso para o próprio Congresso norte-americano, evidentemente, mas também para bibliotecas ‘espalhadas’ pelo mundo, membros da chamada Academia, investigadores ou cientistas, por exemplo.
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19/08/2022
Lourenço, a Europa e o "russki mir"
É certo que aqui citei ontem um escritor russo.
Na verdade, desde que o exército russo iniciou uma “operação militar especial” em solo ucraniano não têm sido poucas as vozes a apelar a uma espécie de boicote à cultura russa.
Ora, não creio – de todo - que um boicote à cultura de um país com o qual se está em desacordo – neste ‘caso’, quanto à classe política que dirige esse país e a uma acção militar que iniciou – seja a atitude mais ponderada e democrática a encetar pois está a escolher-se precisamente o mesmo “caminho” que se está a criticar…
Permita-se-me, assim, que recorde um excerto de uma entrevista que o filósofo Eduardo Lourenço concedeu à RTP e que esta transmitiu em 2016:
"A outra nação que não conta para nada nesta Europa chama-se Rússia. A ‘nova Rússia’. Enquanto a ‘nova Rússia’ não for incorporada no jogo capital da Europa, dos países, nós [continente europeu] não vamos para lado nenhum. (…) A Rússia é um país de grande cultura e, sobretudo, é um país que ainda tem uma alma profunda. Aquela nação enquanto tal, enquanto cultura (é a cultura de Dostoievski, é a cultura de Tolstoi: grandes valores que não são apenas valores literários), será sempre imbuída de uma religiosidade profunda".
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18/08/2022
Dostoievski: Gogol e o Homem
"Nós [escritores russos seus contemporâneos] somos todos originários do Manto de Gogol*" e "O Homem é um animal que se habitua a tudo".
Fyodor Dostoievski (1821-1881), escritor russo
* Ñikolai Gogol foi um escritor que nasceu na Ucrânia em 1809 e morreu em 1852.
17/08/2022
Séneca e a Filosofia
Já aqui escrevi sobre Séneca.
Insisto mas coloco o ‘ónus’ na Profª. (na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) Alexandra Alves de Sousa.
Ou melhor, no conteúdo de quatro frases que escreveu na sua obra (tradução…) "Medeia" (cujo autor foi o já referido filósofo romano): "Para ele [Séneca] a filosofia é a via para a virtude (uirtus), que identifica com o soberano bem. O homem deve preocupar-se, acima de tudo, com esta caminhada em direcção à uirtus. Para isso tem de aceitar o que a vida lhe traz e submeter-se apenas à razão (ratio), de forma a manter a tranquilidade de espírito".
16/08/2022
O que a História ensina
"A única coisa que a História ensina é que a História não ensina nada".
Deparei-me há dias com esta frase.
E voltei a lembrar-me de uma outra que foi proferida pelo escritor e dramaturgo irlandês George Bernard Shaw (que viveu entre 1856 e 1950): "Se a história se repete e se o inesperado sempre acontece, que incapaz deve ser o Homem de aprender com a experiência".
De facto...
15/08/2022
O futuro do mundo
Quase oitenta anos depois de duas cidades japonesas terem sofrido os efeitos de explosões nucleares, penso ser relevante reproduzir algumas das palavras que foram recentemente pronunciadas pelo primeiro-ministro do Camboja - Hun Sen - durante uma reunião da "Associação das Nações do Sudeste Asiático" -, a ASEAN.
Reprodução antecedida de tradução para a Língua Portuguesa, evidentemente.
Assim,
"o mundo está a desmoronar-se já que, quer um conflito nuclear, quer a própria III Guerra Mundial poderão surgir na sequência das actuais ameaças mútuas entre países"...
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