22/08/2022

Ainda Nero, o assassino

Não foi há muito que aqui me referi ao imperador romano Nero. Também por essa razão me lembro de ter recordado que ele havia, por exemplo, assassinado a mãe – Agripina. Um parricida, portanto. Outra vítima terá também sido o seu meio-irmão, Britannicus: potencial rival, foi envenenado através da comida. Mas a última vítima de Nero foi, no entanto, ele mesmo, Nero, já que se suicidou...

21/08/2022

"Noite" e "guerra"

"Trevas". Esta é apenas uma das palavras que é frequentemente utilizada para descrever a ‘fase’ do dia que é a "noite". "Desumanidade". Esta é também uma das palavras que, não raramente, ‘acompanha’ o nome "guerra". Ora, como sou um admirador do Livro (e da palavra escrita), não espantará que cite dois títulos que como que associam a "noite" e a "guerra": "Viagem ao Fim da Noite" – de Louis-Ferdinand Céline – e "Uma Noite em Lisboa" – de Erich Maria Remarque.

20/08/2022

A "Biblioteca do Congresso"

Não foi por acaso que, enquanto estudante, fiz um trabalho sobre a biblioteca do lugar em que vivo. Claro que não foi por acaso. A razão foi só uma: gostar de bibliotecas. Do que são… Ora, a verdade é que também aqui no blogue escrevi já sobre "bibliotecas" mas nunca sobre aquela que é a maior biblioteca de todo o mundo: "maior" porque detinha, em 2020, mais de cento e setenta milhões de documentos. Efectivamente, a "Library of Congress" (ou, na língua portuguesa, a "Biblioteca do Congresso" dos Estados Unidos da América) é um precioso recurso para o próprio Congresso norte-americano, evidentemente, mas também para bibliotecas ‘espalhadas’ pelo mundo, membros da chamada Academia, investigadores ou cientistas, por exemplo.

19/08/2022

Lourenço, a Europa e o "russki mir"

É certo que aqui citei ontem um escritor russo. Na verdade, desde que o exército russo iniciou uma “operação militar especial” em solo ucraniano não têm sido poucas as vozes a apelar a uma espécie de boicote à cultura russa. Ora, não creio – de todo - que um boicote à cultura de um país com o qual se está em desacordo – neste ‘caso’, quanto à classe política que dirige esse país e a uma acção militar que iniciou – seja a atitude mais ponderada e democrática a encetar pois está a escolher-se precisamente o mesmo “caminho” que se está a criticar… Permita-se-me, assim, que recorde um excerto de uma entrevista que o filósofo Eduardo Lourenço concedeu à RTP e que esta transmitiu em 2016: "A outra nação que não conta para nada nesta Europa chama-se Rússia. A ‘nova Rússia’. Enquanto a ‘nova Rússia’ não for incorporada no jogo capital da Europa, dos países, nós [continente europeu] não vamos para lado nenhum. (…) A Rússia é um país de grande cultura e, sobretudo, é um país que ainda tem uma alma profunda. Aquela nação enquanto tal, enquanto cultura (é a cultura de Dostoievski, é a cultura de Tolstoi: grandes valores que não são apenas valores literários), será sempre imbuída de uma religiosidade profunda".

18/08/2022

Dostoievski: Gogol e o Homem

"Nós [escritores russos seus contemporâneos] somos todos originários do Manto de Gogol*" e "O Homem é um animal que se habitua a tudo". Fyodor Dostoievski (1821-1881), escritor russo * Ñikolai Gogol foi um escritor que nasceu na Ucrânia em 1809 e morreu em 1852.

17/08/2022

Séneca e a Filosofia

Já aqui escrevi sobre Séneca. Insisto mas coloco o ‘ónus’ na Profª. (na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) Alexandra Alves de Sousa. Ou melhor, no conteúdo de quatro frases que escreveu na sua obra (tradução…) "Medeia" (cujo autor foi o já referido filósofo romano): "Para ele [Séneca] a filosofia é a via para a virtude (uirtus), que identifica com o soberano bem. O homem deve preocupar-se, acima de tudo, com esta caminhada em direcção à uirtus. Para isso tem de aceitar o que a vida lhe traz e submeter-se apenas à razão (ratio), de forma a manter a tranquilidade de espírito".

16/08/2022

O que a História ensina

"A única coisa que a História ensina é que a História não ensina nada". Deparei-me há dias com esta frase. E voltei a lembrar-me de uma outra que foi proferida pelo escritor e dramaturgo irlandês George Bernard Shaw (que viveu entre 1856 e 1950): "Se a história se repete e se o inesperado sempre acontece, que incapaz deve ser o Homem de aprender com a experiência". De facto...