24/08/2022
Esculturas pilhadas: um novo regresso
Integram o espólio do "British Museum" cerca de oito milhões de objectos (embora os visitantes apenas possam apreciar oitenta mil em cada exposição…).
Ora, não sei se entre estas oito milhões de peças estão as setenta e duas que um museu localizado em Londres irá devolver às autoridades políticas da actual "Nigéria" em virtude de terem sido roubadas por soldados do exército britânico que aí fez uma incursão colonial em 1897.
"Mais vale tarde do que nunca", certo?
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23/08/2022
A "Confederaçâo"
Não sou uma espécie de "provedor ortográfico".
Não creio, aliás, que tal função exista sequer.
Pelo menos, nalgumas entidades existentes em Portugal supostamente promotoras de ‘valores’ associados a uma certa ideia - e vivência - de Cultura.
Servem estas palavras para dar ‘conta’ de (mais um) erro que ontem vi num programa – novamente, o "Telejornal" – no primeiro canal da RTP: "Confederaçâo".
Ou seja, sem "til" mas com "acento circunflexo".
Ora, acredito que este novo 'lapso' não tenha sido 'motivado' pelo Acordo Ortográfico de 1990.
Assim, tal lamentável erro aconteceu (mais uma vez) numa estação televisiva que é a estação televisiva totalmente vinculada, em Portugal, ao conceito "serviço público": estação que, por sinal, produziu e transmitiu já um programa com o título "Cuidado com a Língua!" e uma rubrica – um "espaço didáctico" em que se iria "aprender a falar e a escrever em BOM PORTUGUÊS!"...
22/08/2022
Ainda Nero, o assassino
Não foi há muito que aqui me referi ao imperador romano Nero.
Também por essa razão me lembro de ter recordado que ele havia, por exemplo, assassinado a mãe – Agripina.
Um parricida, portanto.
Outra vítima terá também sido o seu meio-irmão, Britannicus: potencial rival, foi envenenado através da comida.
Mas a última vítima de Nero foi, no entanto, ele mesmo, Nero, já que se suicidou...
21/08/2022
"Noite" e "guerra"
"Trevas".
Esta é apenas uma das palavras que é frequentemente utilizada para descrever a ‘fase’ do dia que é a "noite".
"Desumanidade".
Esta é também uma das palavras que, não raramente, ‘acompanha’ o nome "guerra".
Ora, como sou um admirador do Livro (e da palavra escrita), não espantará que cite dois títulos que como que associam a "noite" e a "guerra": "Viagem ao Fim da Noite" – de Louis-Ferdinand Céline – e "Uma Noite em Lisboa" – de Erich Maria Remarque.
20/08/2022
A "Biblioteca do Congresso"
Não foi por acaso que, enquanto estudante, fiz um trabalho sobre a biblioteca do lugar em que vivo.
Claro que não foi por acaso.
A razão foi só uma: gostar de bibliotecas.
Do que são…
Ora, a verdade é que também aqui no blogue escrevi já sobre "bibliotecas" mas nunca sobre aquela que é a maior biblioteca de todo o mundo: "maior" porque detinha, em 2020, mais de cento e setenta milhões de documentos.
Efectivamente, a "Library of Congress" (ou, na língua portuguesa, a "Biblioteca do Congresso" dos Estados Unidos da América) é um precioso recurso para o próprio Congresso norte-americano, evidentemente, mas também para bibliotecas ‘espalhadas’ pelo mundo, membros da chamada Academia, investigadores ou cientistas, por exemplo.
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19/08/2022
Lourenço, a Europa e o "russki mir"
É certo que aqui citei ontem um escritor russo.
Na verdade, desde que o exército russo iniciou uma “operação militar especial” em solo ucraniano não têm sido poucas as vozes a apelar a uma espécie de boicote à cultura russa.
Ora, não creio – de todo - que um boicote à cultura de um país com o qual se está em desacordo – neste ‘caso’, quanto à classe política que dirige esse país e a uma acção militar que iniciou – seja a atitude mais ponderada e democrática a encetar pois está a escolher-se precisamente o mesmo “caminho” que se está a criticar…
Permita-se-me, assim, que recorde um excerto de uma entrevista que o filósofo Eduardo Lourenço concedeu à RTP e que esta transmitiu em 2016:
"A outra nação que não conta para nada nesta Europa chama-se Rússia. A ‘nova Rússia’. Enquanto a ‘nova Rússia’ não for incorporada no jogo capital da Europa, dos países, nós [continente europeu] não vamos para lado nenhum. (…) A Rússia é um país de grande cultura e, sobretudo, é um país que ainda tem uma alma profunda. Aquela nação enquanto tal, enquanto cultura (é a cultura de Dostoievski, é a cultura de Tolstoi: grandes valores que não são apenas valores literários), será sempre imbuída de uma religiosidade profunda".
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18/08/2022
Dostoievski: Gogol e o Homem
"Nós [escritores russos seus contemporâneos] somos todos originários do Manto de Gogol*" e "O Homem é um animal que se habitua a tudo".
Fyodor Dostoievski (1821-1881), escritor russo
* Ñikolai Gogol foi um escritor que nasceu na Ucrânia em 1809 e morreu em 1852.
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