10/10/2022
Gandhi e a hipocrisia
Eis o que há dias encontrei no "feed" de uma rede social que utilizo regularmente:
"7 erros da Humanidade que originam Violência:
por Mahatma Gandhi
1. Riqueza sem Trabalho
2. Prazer sem Consciência
3. Conhecimento sem Carácter
4. Negócio sem Moral
5. Ciência sem Humanidade
6. Fé sem Sacrifício
7. Política sem Ética".
Ora, perante estas "belas" palavras creio ser justo 'dedicar' especialmente ao adepto da não-violência Mahatma Gandhi - embora muitos outros na referida "Humanidade" dele pudessem apropriar-se também - um pequeníssimo conjunto de frases: foi em 2018 que a Universidade do Gana (país de África) mandou retirar uma estátua de Gandhi aí instalada já que Gandhi fez, entre 1893 e 1915 (enquanto "advogado" a trabalhar na África do Sul) inúmeras referências - escritas e verbais - de índole racista para com a população autóctone ("negra", se se preferir)...
09/10/2022
Que fim?
No programa televisivo "Prós e Contras" subordinado ao ‘tema’ "Os minutos que aí vêm" que foi emitido pelo canal 1 da RTP no passado dia 16 de Dezembro de 2019, D. Manuel Linda, bispo do Porto, disse, entre muitas outras ‘coisas’, claro, o seguinte: "Seria, de facto, dramático que nós [os seres humanos] tivéssemos sido criados para [nos] desfazermos em nada. Custa-me a acreditar".
No entanto, o livro do Génesis – 3:19 – refere o seguinte: "Só à custa de muito suor conseguirás arranjar o necessário para comer, até que um dia te venhas a transformar de novo em terra, pois dela foste formado. Na verdade, tu és pó e em pó te hás-de transformar de novo".
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08/10/2022
A localidade e o título
Quando estava, há dias, a ler um texto encontrei o nome de uma localidade situada no interior de um estado norte-americano ("New Jersey"): "Parsippany".
Ora, se, evidentemente, tal nome é como qualquer outro, reconheço que quando com ele me deparei o primeiro pensamento que me assomou à mente se 'vestiu' com o título de um livro escrito pelo autor moçambicano Mia Couto: "A Varanda do Frangipani"...
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07/10/2022
A "Lei de Boyle", as guildas e a "Liga Hanseática"
Se nada sei sobre a chamada "Lei de Boyle" (alguém sintetizou entretanto que esta "lei" significava o seguinte: "Para uma dada massa de gás mantida a uma temperatura constante, a pressão e o volume são inversamente proporcionais"), o mesmo não se 'passa' com o que aconteceu, há alguns dias, com os gasodutos que, através do mar Báltico, transportam gás da Rússia para alguns países também europeus - a Alemanha, por exemplo (o "Nord Stream 1" e o "Nord Stream 2"): foram destruídos.
Ora, embora pudesse esboçar a minha opinião sobre esse acto (e eventuais implicações de 'natureza' geopolítica), interessa-me, ao invés, escrever novamente (recordo o texto que aqui publiquei em 12 de Fevereiro de 2020) sobre o comércio existente nos mares Báltico e do Norte entre os séculos XIII e XVII.
Durante estes séculos, cidades do Norte do continente europeu (da Alemanha, sobretudo) conseguiram constituir, primeiro, associações de mestéres (ou "ofícios") - uma espécie de sindicatos - e depois uma união delas próprias em torno do comércio - a "Liga Hanseática" - e, assim, dominá-lo em toda essa região.
06/10/2022
O "Dai-Nippon" e o "nós"
Escreveu Wenceslau de Moraes no seu "Dai-Nippon" acerca da postura dos japoneses na guerra contra a Rússia - no ‘início’ do século XX -, o seguinte: "na alma japonesa, os indivíduos não se contam; não são mais do que a pedra em pedaços e a argamassa aglutinante do feiticeiro edifício social que se chama o Dai-Nippon, o Grande Japão!".
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05/10/2022
A Educação
Não é apenas a implantação do regime republicano em Portugal que hoje se assinala.
Hoje é também o "Dia Mundial dos Professores".
Parecer-me-ia, por isso, oportuno escrever sobre a Educação.
Cito, no entanto, alguém.
Assim:
"Educação é aquilo que a maior parte das pessoas recebe, muitas transmitem e poucas possuem".
Karl Kraus (1874-1936), escritor austríaco
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04/10/2022
O "memento mori"
Talvez já aqui tenha escrito sobre o "memento mori".
Não sei, francamente.
Mas o que sei, sim, é que ainda ontem aqui escrevi no blogue sobre a "Pax Romana".
Ora, mantenho-me, pois, nessa Roma das legiões e do império.
Sempre que então se verificava a volta de consagração à cidade por parte de um general – ou, até, do próprio imperador – depois da vitória numa batalha, por exemplo, existia uma pessoa – geralmente, um sacerdote – que tinha como que uma dupla função: segurar na coroa de louro(s) oferecida ao homenageado durante esse périplo e dizer, constantemente, "lembra-te que vais morrer" – o "memento mori"…
Ou seja, lembrar a efemeridade da glória (o que será a “glória”, já agora?) e da vida.
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