01/11/2022

O terramoto de 1 de Novembro de 1755

Assinala-se hoje, em Portugal também, o "dia de Todos os Santos". Mas hoje assinala-se igualmente uma ocorrência que matou milhares de pessoas: o "Terramoto de 1755" (há precisamente duzentos e sessenta e sete anos, portanto). No entanto, apesar de todo o tempo volvido, continua a discutir-se a capacidade - ou a falta dela - dos edifícios em Portugal (e em Lisboa, sobretudo) para enfrentar um evento de origem natural como um terramoto já que está cientificamente previsto - quando e não se... - que um desastre de semelhante intensidade irá acontecer novamente. Ora, não sendo eu um especialista nestas 'questões', nem sendo, de resto, o propósito dos escritos que aqui exponho quotidianamente suscitar esse 'tipo' de interrogações, irei dedicar algumas palavras a uma pintura que, à época, foi feita por um artista que vivia em Portugal e que me parece uma das que melhor interpretou a angústia e o desespero provocados pelo terramoto de 1755: "A Alegoria do Terramoto", precisamente, por João Glama Ströberle. "Angústia" e "desespero" dos homens resultantes do castigo divino, insistiu-se então...

31/10/2022

Cassandra

Foi já há alguns meses que li a notícia "Elon Musk et Jamie Dimon, Cassandre de l'économie americaine". Ora, se nada quero escrever sobre essas duas personagens da economia norte-americana (e mundial...), já o mesmo não é verdade em relação a "Cassandre" - ou "Cassandra". Efectivamente, Cassandra era, na mitologia grega, filha do rei de Tróia, Príamo. Quando jovem, terá recebido do deus grego Apolo - que por si se enamorara - o dom de "ver" o futuro. Ou seja, de profetizar. No entanto, perante a recusa daquela face aos intentos de Apolo, este, não podendo retirar o dom que havia dado a Cassandra, retirou-lhe a credibilidade: veria o futuro, sim, mas ninguém nunca mais acreditaria nela...

30/10/2022

Galileu Galilei e Justus Sustermans

Recordo-me de, na Escola, me ter sido dado a conhecer o retrato do Renascimento europeu com o recurso (claro que não exclusivo) a retratos de pessoas que o fizeram. Mas recordo-me também de (quase) nunca me serem referidos os nomes dos artistas que haviam pintado esses mesmos retratos e as datas da conclusão de tais trabalhos, por exemplo. Entre eles o do matemático, físico e astrónomo italiano Galileu Galilei (que viveu entre 1564 e 1642): de facto, o retrato exposto abaixo foi pintado em 1636 por Justus Sustermans. Ora, Justus Sustermans foi um pintor flamengo (nasceu em Antuérpia) cujo nascimento data de 1597. Trabalhou em Paris e Viena mas, sobretudo, em cidades de Itália onde chegou a ser "protegido" de Fernando II, o "Grande Duque" da Toscana. E foi em Itália que faleceu: em 1681.

29/10/2022

A Varíola

Num momento da história da Humanidade 'marcado' por pandemias - a actual de COVID-19 e a que virá "a seguir" (a de Tuberculose...) -, parece-me oportuno lembrar que foi no dia 29 de Outubro de 1979 que a "Organização Mundial da Saúde" declarou a Varíola como erradicada da face da Terra. Quase meio século depois continua a ser a única doença humana (doença infecto-contagiosa originada por um vírus) extinta no planeta.

28/10/2022

Lagerlöf e o preconceito

Foi em 1909 que o prémio Nobel da Literatura foi entregue, pela primeira vez, a uma mulher: à escritora sueca Selma Lagerlöf. Recordo que, no entanto, eram "escritores" os seus 'adversários': Mark Twain (ou "Samuel Clemens") e Lev Tolstoi.

27/10/2022

Aliados e inimigos

Já aqui escrevi sobre "interesses momentâneos". Pois bem, o primeiro-ministro do Reino Unido "Lord" Palmerston - que viveu entre 1784 e 1865 e ocupou o cargo por duas ocasiões, entre 1855 e 1858 e entre 1859 e 1865 - observou, certo dia, que "não temos [o governo britânico, claro, mas os de todos os outros países também?] aliados, nem inimigos, eternos". Ora, talvez tenha sido esta declaração uma das 'responsáveis' para que o político russo (ou "soviético", se se quiser) Leon Trotsky (1879-1940) tenha ele próprio afirmado que "qualquer aliado tem que ser visto exactamente como um inimigo"...

26/10/2022

"sucessão", "secessão" e "sedição"

Ainda ontem aqui escrevi sobre um conflito - uma "guerra" - a propósito de uma "sucessão". De facto, "sucessão" tem a ver com "suceder" a uma determinada pessoa ou entidade (um "governo", por exemplo). Aproveito, já agora, para lembrar que "secessão" significa "separar-se" numa dada situação (a "Guerra Civil Americana", disputada entre 1861 e 1865, por exemplo) enquanto que a "sedição" mais não é (por assim dizer) do que um "pronunciamento" (ou "revolta") da população (ou parte dela) de um país, por exemplo.