24/12/2022
Feliz Saturnália! (Ou melhor, "Natal"...)
Celebra-se amanhã o Natal.
Ou seja, o nascimento de Jesus Cristo.
De acordo com a perspectiva cristã, claro.
Mas, a 'antepassada' do Natal actual era a festa que o povo romano organizava anualmente para festejar o advento do solstício de Inverno já que marcava o início de uma espécie de renascimento: dos solos (e consequentemente da agricultura).
Das "colheitas", numa palavra.
Era, por isso, uma festa feita em honra de Saturno, o deus da Agricultura e do Tempo.
Ora, a influência do Cristianismo e do próprio Tempo veio, progressivamente, como que substituir as "Saturnálias" - assim se denominavam essas festas de cariz popular - pelo "Natal".
23/12/2022
O luso-americano Buddy DeSylva
Já muito se escreveu desde o fim da Guerra Civil Americana, em 1865.
Sobre a "União" (o "Norte"), a "Confederação" (o "Sul") e a Escravatura, entre outros.
Na verdade, muitos (alguns…) destes escritos estiveram na origem de argumentos cinematográficos.
Por exemplo, o enredo do filme "The Little Colonel" – ou "O Pequeno Coronel" –, ‘lançado’ em 1935 foi baseado na história homónima publicada exactamente quatro décadas antes (em 1895, portanto).
De facto, a produção deste filme ficou a cargo de Buddy G. DeSylva.
Nada de estranho pois durante o seu tempo de vida – entre 1895, precisamente, e 1950 –, escreveu letras para canções e produziu filmes e discos.
Ora, embora DeSylva tivesse nascido em solo norte-americano, o seu pai – "Aloysius J. DeSylva" – nascera em Portugal (tendo o seu nome sido, naturalmente, "adaptado"…).
22/12/2022
O "juramento de Nightingale"
Data de 1995 a publicação, no Brasil, da versão em língua portuguesa da 2.a edição da obra "Duncan's Dictionary for Nurses" que a editora norte-americana "Springer Publishing Company" havia publicado primeiramente em 1971.
Da autoria de Helen A. Duncan.
Ora, pode ler-se nesta versão em língua portuguesa sobre um juramento: o "juramento de Nightingale".
Assim:
"Eu solenemente juro perante Deus e na presença desta Assembleia:
Passar minha vida na dignidade e praticar minha profissão com lealdade.
Abster-me-ei de qualquer coisa que seja deletéria e danosa, e não tomarei nem administrarei propositadamente qualquer droga prejudicial.
Farei tudo ao meu alcance para manter e elevar o nível de minha profissão, e manterei em segredo todos os assuntos pessoais confiados a mim, e todos os assuntos de família que cheguem ao meu conhecimento através da prática da minha profissão.
Com lealdade me empenharei em ajudar ao médico em seu trabalho, e me devotarei ao bem-estar daqueles sob meus cuidados.
______________
Este juramento foi formulado em 1893 por um comitê do qual Lystra E Gretter, R.N. foi presidenta, na Ferrand Training School for Nurses no Harper Hospital em Detroit, Michigan e foi revisado em 1935. É frequentemente repetido na graduação em Escolas de Enfermagem".
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21/12/2022
A lisboeta "Avenida Pedro Álvares Cabral"
Não é raro ouvir num documentário, numa reportagem ou numa qualquer outra peça jornalística a referência à supostamente "Avenida Pedro Álvares Cabral" de Lisboa.
Ora, não só não é raro ouvir este nome como também não o é perceber outras ‘barbaridades’ como já aqui tenho escrito no blogue "um pouco impossível".
Assim, como exijo a mim mesmo rigor e (alguma…) investigação, coloco abaixo um pormenor da placa toponímica da "Avenida Álvares Cabral", em Lisboa…
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20/12/2022
O medo de gatos e de tubarões
Estava, há dias, a ler um texto sobre Biologia.
Nele descobri, por exemplo, que no "mundo anglo-saxónico", o termo que designava o medo de tubarões era "galeophobia" (ou "galeofobia").
No entanto, na Língua Portuguesa, "galeofobia" significa "medo de gatos" enquanto é "selacofobia" que exprime o "medo de tubarões".
19/12/2022
O conhecimento e a ignorância
"O conhecimento é a melhor das coisas e a ignorância é a mais terrível".
Sócrates (nasceu 470 anos antes da suposta data de nascimento de Jesus Cristo e morreu 399 anos antes da mesma), filósofo grego
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18/12/2022
A muralha e o desprezo
Lá está!
Só com alguma ‘dose’ de atenção se conseguirá perceber, na zona do Martim Moniz, em Lisboa, um resquício do nosso passado enquanto habitantes do espaço a que se dá o nome de "Portugal": da chamada "muralha Fernandina".
Mandada construir pelo rei D. Fernando I (que viveu entre 1345 e 1383) para defender Lisboa, a muralha foi classificada pelo regime republicano como "Monumento Nacional" (logo em 1910, ano em que foi implantada a República em Portugal).
É, na minha opinião, apenas mais um exemplo da forma como as autoridades supostamente competentes tratam o património material presente em Portugal.
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