23/01/2023

As Cruzadas: "Deus o quer"

Quando, há dias, vi e ouvi, num documentário, uma interveniente referir "Deus queira" lembrei-me da expressão "Deus o quer" com que a maioria da população cristã residente em países da chamada "Europa Ocidental" no século XI acolheu a declaração do papa Urbano II ordenando a organização de expedições a “lugares sagrados” da Ásia ("Próximo Oriente") – como Jerusalém – com o objectivo de recuperar para a "Cristandade" símbolos em poder dos muçulmanos. *** Visitei o "Mercado do Bolhão", no Porto, há já alguns anos. Mas foi só há um par de dias que li sobre Godofredo de Bolhão (ou "Godefroy de Bouillon", em francês). Nascido em 1058 (e morto em 1100), Godofredo de Bolhão foi um dos líderes da primeira Cruzada, precisamente, em 1095.

22/01/2023

O blogue e o Ano Novo Chinês

Assinalo hoje quatro anos do momento em que comecei a escrever o blogue "um pouco impossível". Ora, efectivamente, esse momento foi o dia vinte e dois de Janeiro de 2019. Mas não sou apenas eu que tenho um motivo mais para assinalar este dia. Não. É que tem hoje início, vinte e dois de Janeiro de 2023, o "Ano Novo Chinês" – o "Ano do Coelho": embora tivesse entretanto registado as mensagens de ano novo do "presidente do grupo de media da China" e do próprio presidente do "Império do Meio", por exemplo, estas foram somente, acredito, para "consumo externo"...

21/01/2023

As imagens da família Getty

Creio que nunca utilizei imagens disponibilizadas pela empresa anglo-americana "Getty Images". Mas já me deparei, sim, com imagens vendidas por esta empresa. Ora, a "Getty Images" é gerida pelo neto de Jean Paul Getty Sr. (que viveu entre 1892 e 1976), industrial que fundou, na década de 1940, a "Getty Oil Company".

20/01/2023

A aparência medieval

Foi precisamente na "The Metropolitan Opera" que, há dias, foi levada à cena a peça do compositor francês Francis Poulenc (que viveu entre 1899 e 1963) "Dialogues des Carmélites" tal como então enunciou na sua página na "Internet": "Poulenc’s powerful drama of spiritual heroism during the French Revolution triumphantly returns to the Met stage” (ou, na minha tradução, "O poderoso drama de heroísmo espiritual de Francis Poulenc tendo como pano de fundo a Revolução Francesa regressa triunfalmente ao palco do Met"). Ora, talvez tenha sido o apelido do compositor – "Poulenc". Ou a palavra "palco". Ou ambos… A verdade é que, efectivamente, me lembrei da designação de um modelo de sapatos muito usados nos séculos XIV e XV: os "poulaines". De facto, os "poulaines" caracterizaram-se por ter um formato pontiagudo. Ou "alongado". Um dos objectivos que se pretenderia obter com a sua utilização seria, talvez, "distinguir-se"...

19/01/2023

O Homem e a Música

Li, há dias, sobre o facto de uma soprano de nacionalidade russa ter perdido o seu trabalho na norte-americana "The Metropolitan Opera" por razões políticas – tendo em consideração a "operação militar especial" em curso na Ucrânia. Ora, não me querendo envolver, para já, nesta espécie de invasão da Cultura pela Política, quero aproveitar, sim, para citar Napoleão Bonaparte sobre a Música: "A Música é a voz que nos diz que a raça humana é melhor do que aquilo que pensa".

18/01/2023

As revoluções industriais

Reconheço que não é raro ler sobre a "Quarta Revolução Industrial". Uma revolução industrial baseada nos metadados e na designada "inteligência artificial" na Tecnologia actualmente disponível. Mas quais foram as outras três "Revoluções Industriais"? Ora, como quase sempre, os manuais escolares de História que utilizei podem ajudar-me: Assim:

17/01/2023

O que é a paz?

Li, há dias, um texto escrito pelo até recentemente professor de medicina e neurociência na "Chan Medical School" da Universidade de Massachusetts (nos Estados Unidos da América) John Walsh - "The first US onslaught to 'weaken' post-Cold War Russia". E sou também - ou melhor, tento ser - um espectador e ouvinte atento das intervenções do cientista político igualmente norte-americano John Mearsheimer. Creio, por isso, ser oportuno lembrar algumas das palavras (devidamente traduzidas, claro) que o presidente norte-americano Harry Truman - entre 1945 e 1953 - proferiu no discurso de "despedida" da Presidência que fez em Janeiro de 1953, precisamente, antes da tomada de posse do seu sucessor, Dwight Eisenhower. Assim: "Para a maioria dos cidadãos norte-americanos, a resposta é muito simples: não somos assim. Somos um povo que se rege pela moral. A paz é o nosso objectivo, tal como a justiça e a liberdade. Por isso, não podemos, por espontânea vontade, violar os princípios que defendemos. O único propósito de tudo quanto estamos a fazer é evitar a eclosão da Terceira Guerra Mundial. Ora, originar uma guerra não é propriamente o meio para estabelecer a paz".