10/04/2023
A perigosidade de um conceito
Deparei-me há dias com esta declaração da historiadora alemã Heike B. Görtemaker: "o Terceiro Reich mostra-nos como os conceitos são perigosos".
Ora, não concordei então e não concordo 'agora' pois não penso nem que os conceitos sejam "perigosos", nem que, no 'caso', o "Terceiro Reich" - ou qualquer outro exemplo que se invoque - nos mostre "como os conceitos são perigosos".
Julgo, sim, que é a utilização - ou "manipulação", se se preferir - que se faz dos referidos conceitos que os pode (repito: "pode") tornar "perigosos" ou, inversamente, "inofensivos"...
09/04/2023
O clima e a falha
Confesso que quando detecto uma imprecisão – ou "erro"… – ortográfica é raro não me sentir triste pois encaro-a como uma espécie de desrespeito à Língua Portuguesa.
Admito que este sentimento tem que ser definitivamente ‘ultrapassado’ se se equacionar, por exemplo, as regras ortográficas do Acordo Ortográfico de 1990 quando não são ‘seguidas’ por alguém e vice-versa (isto é, quando alguém se depara com regras ortográficas vigentes antes das impostas por tal acordo).
Ora, esta "imprecisão" nada tem a ver com o referido acordo.
"Clima mediterrâneo" (em vez de "clima mediterrânico").
De facto, julgo que se deverá assacar a ‘culpa’ por tal “imprecisão” a uma simples falha da revisão de texto...
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clima mediterrâneo
08/04/2023
O inventor do "crawl"
Pratico regularmente natação há quase três décadas.
Ora, ao "mesmo tempo" que admito que já tive a oportunidade de experimentar os quatro estilos existentes - "costas", "crawl", "bruços" e "mariposa" -, também reconheço que um dos estilos que mais gosto me tem dado fazer tem sido "crawl".
Assim, precisamente, o "inventor" deste estilo natatório foi o nadador norte-americano Charles Daniels (que viveu entre 1885 e 1973).
Obrigado Charles!
07/04/2023
Saúde e Doença
"Doença".
Escrevo, no "Dia Mundial da Saúde" (a Organização Mundial da Saúde assinala hoje setenta e cinco anos de existência), sobre uma doença.
Aliás, não uma mas duas...
Assim, a primeira é a "paramiloidose" - ou "doença dos pezinhos", como é também designada: é uma doença hereditária, crónica, progressiva sendo que muitas 'vezes' o seu desfecho é a morte.
Embora encontre, frequentemente, a referência a esta doença como uma espécie de herança portuguesa (com efeito, esta ter-se-á começado a disseminar pelo mundo por ocasião dos chamados "Descobrimentos"), a população de Portugal (concretamente a originária da região Norte com as áreas da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde "à cabeça") é a mais afectada mas apenas foi cientificamente diagnosticada pela primeira vez alguns anos antes de 'meados' do século XX pelo médico Mário Corino Andrade.
Já a segunda doença é a "Doença de Machado-Joseph".
A "Doença de Machado-Joseph" é uma doença neurodegenerativa hereditária incurável e fatal.
Tem uma elevada prevalência na população natural - ou com origem - do (e "no") - Arquipélago dos Açores (por exemplo, esta doença deve a sua designação aos apelidos dos indivíduos primeiramente identificados como padecendo da doença- ou seja, no 'início' da década de 1970).
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06/04/2023
"FC Hollywood"
Imagino que sejam muitos os admiradores que o clube alemão "FC Bayern München" tem no mundo.
Se, efectivamente, "imagino que sejam muitos" não é devido à antiguidade do clube bávaro - embora tivesse sido fundado há cento e vinte e três anos.
É, sim, por causa da prestação desportiva que tem conseguido demonstrar ao longo desse tempo.
E não 'apenas' na Alemanha.
Também em competições europeias e mundiais.
Estou necessariamente a pensar numa modalidade: o futebol.
Quer jogado por homens, quer jogado por mulheres (ainda que com bastante menos visibilidade mediática...).
Ora, talvez não seja surpresa que este clube tenha a 'alcunha' "FC Hollywood"...
05/04/2023
A construção de um oxímoro
Deparei-me, há dias, com o seguinte título: "Construir habitação nova ficou 11,5% mais caro em dezembro".
Ora, apesar de ter elaborado - "consolidado", no meu 'caso' - uma opinião, não é sobre ela que agora escrevo.
Com efeito, foram duas as palavras naquela frase que captaram particularmente a minha atenção de leitor: "construir" e "nova".
Por me ter permitido a elaboração de um pensamento - interrogação: poder-se-ia construir algo já "velho"?
04/04/2023
O medo de um número
Já aqui escrevi sobre a "triscaidecafobia".
Ou seja, o medo do número 13.
Assim, neste dia 4 - de acordo com o fuso horário em que estou a escrever, naturalmente -, parece-me oportuno escrever algumas palavras relativamente a um 'outro' medo: o medo do número "4", precisamente.
Ora, este designa-se "tetrafobia".
Permita-se-me, pois, invocar um exemplo: em determinadas culturas do Oriente existe, de facto, uma fobia relativamente ao número "4" já que o som a ele correspondente aquando, claro, da sua pronúncia é semelhante ao som correspondente à palavra "morte". Assim, não é raro não se encontrar o número "4" nos números das portas das casas (o chamado "número de polícia"), nos andares dos prédios identificados nos elevadores, nas matrículas dos veículos, etc.. É como se o número "4" não existisse...
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