31/12/2021

Afonso de Albuquerque

Foi no dia 16 de Dezembro de 1515 que, em Goa (na Índia), morreu Afonso de Albuquerque.

Não sou, seguramente, a pessoa ideal – nem é este, aliás, o ‘espaço’ indicado para o fazer – para tentar ensaiar uma espécie de biografia deste português de antanho.

Mas julgo ser, no entanto, o ‘espaço’ apropriado para sublinhar a extrema importância de Afonso de Albuquerque no mundo em que viveu pois conseguiu conservar uma postura decente – ‘imposta’ pela rectidão moral – apesar da mediocridade que o rodeava.

Na minha opinião, claro.

Acredito verdadeiramente, também, que, por isso mesmo, se vivesse actualmente, não teria qualquer hipótese, por assim dizer, pois já então morreu tolhido pela pobreza material...

 

 



30/12/2021

A China nos museus de Portugal

Admito que alguns (muitos?) temam que a restituição de objectos por parte de museus europeus (por assim dizer) às autoridades de países de onde eles foram retirados (ilegalmente, pois), deixem muitas colecções de museus de países da Europa praticamente vazias.

Em Portugal, por exemplo, de acordo com um inquérito – "online" – que foi organizado pela ‘delegação’ portuguesa do "Conselho Internacional de Museus" já em 2021, o continente asiático (China, sobretudo) é a origem do maior número de peças nas colecções "não europeias" em alguns (muitos?) dos museus portugueses.

29/12/2021

"Revisitar" Amritsar

Foi no passado dia 25 de Dezembro - dia de Natal, portanto - de 2021 que foi detido um homem no castelo de Windsor, residência da actual monarca do Reino Unido.

De facto, esse homem surgiu, entretanto, num vídeo publicado numa "rede social" assumindo a sua identidade étnica e religiosa "Sikh" e declarando ter pretendido matar a rainha Isabel II como represália por um "massacre" ocorrido em 1919 na Índia, então colónia inglesa: "Jallianwala Bagh".

Ou "Amritsar".

Ora, não é "represália" alguma eu revisitar o texto que 'aqui' escrevi em (5 de) Fevereiro de 2020 sobre esse massacre (com ou sem aspas)...

28/12/2021

O importante é ler...

"O Manifesto Comunista" - livro escrito por Karl Marx e Friedrich Engels e publicado pela primeira vez em 'meados' do século XIX - é, de acordo com algumas 'fontes', actualmente, a obra mais vendida no mundo. 

Depois da "Bíblia".

Já outras 'fontes' indicam, no entanto, que é "D. Quixote de la Mancha" - obra escrita por Miguel de Cervantes e originalmente publicada no 'início' do século XVII - o livro actualmente mais vendido no mundo.

Depois da "Bíblia".

Ora, seja qual for, efectivamente, o segundo livro - ou o primeiro, o terceiro, o... - creio que o mais importante é mesmo ler.

E "pensar", já agora. 

27/12/2021

Martins e Martim

Existe, na cidade de Almada, uma placa toponímica com o nome "Martins Afonso de Sousa".


Para lembrar, certamente, o navegador português que foi, por exemplo, governador da Índia nomeado pelo rei D. João III em 1541.


Ora, o único senão, por assim dizer, é que o nome desse navegador foi "Martim Afonso de Sousa".


Admito que esta deturpação pouco signifique para alguns.

 

Ela significa para mim, no entanto – como, aliás, já aqui escrevi em relação a "Garcia de Orta" e "Garcia da Orta" – "um desconhecimento do nome de alguém que foi importante na História de Portugal e, depois, uma falta de rigor (para não dizer respeito…) para com a sua memória".


 

 

 


 

 

24/12/2021

"Sozinho em casa"

Creio que uma estação televisiva que emite em Portugal havia já anunciado a emissão do filme "Sozinho em casa".

Hoje, talvez.

Ora, de tantas vezes que foi emitido, talvez seja razoável classificá-lo de "clássico".

O filme – cujo protagonista principal é Macaulay Culkin – foi ‘lançado’ em Novembro de 1990…

23/12/2021

A piada de 'recolher' piadas

Foi já em (Janeiro de) 2017 que a CIA – "Central Intelligence Agency" – desclassificou duas páginas contendo piadas em ‘circulação’ na então União Soviética.

Eis um exemplo:



"Um cidadão, cansado de tanto esperar numa fila para comprar bebidas, diz: "fartei-me! Guarde o meu lugar porque eu vou matar o Gorbachov [apelido do dirigente do país, à época]". Regressou algumas horas depois para o seu lugar nessa fila e perguntaram-lhe: "conseguiu?". "Não" – respondeu o homem. "A fila para o matar era ainda maior do que esta"".