31/08/2022
A morte do "Homem Do (ou "No") Buraco"
Só há pouco fiquei a saber da 'existência' do livro "Um Homem Verde Num Buraco Muito Fundo" (escrito por David Machado).
E também só há pouco sobre a morte do último membro de uma tribo índia no Brasil (apesar de supor que tal homem nem sequer fosse verde...).
Alcunhado de "O Homem Do (ou "No") Buraco" devido às muitas cavidades que até então havia feito no território em que habitava, o homem foi encontrado sem vida no 'início' de Agosto (de 2022, claro).
Confesso que, neste exacto momento, me estou a recordar de uma frase que, perdoe-se-me, cito sem conhecer o seu autor: "um velho - apesar de não saber se o "Homem Do (ou "No") Buraco" era ou não um "velho" - que morre é uma biblioteca que arde".
Aproveito para recordar que se calcula existirem cerca de cento e quatorze tribos indígenas no Brasil sendo que apenas menos de trinta estão identificadas.
30/08/2022
Artemisia espacial
Prevista para a manhã (hora local) de ontem, a missão organizada pela agência espacial norte-americana (a NASA) "Artemis-1" iria partir para a superfície da Lua com o objectivo de compreender as condições necessárias para o estabelecimento, primeiro, de voos regulares para esse astro e, depois, para uma espécie de colónias humanas permanentes.
Ora, "Artemis" - ou "Artemisia" - era, na mitologia grega, a deusa da caça e da Lua, precisamente.
Foi inclusivamente erigido em sua honra um templo.
Na cidade "Éfeso" (localizada na actual Turquia).
Templo que chegou já a ser considerado uma das maravilhas do "Mundo Antigo" mas que de muito não lhe valeu pois terá sido destruído no ano 356 antes da suposta data do nascimento de Jesus Cristo...
29/08/2022
O silêncio e a ameaça
Tal como li também o seguinte: "o mundo também se está a tornar mais ruidoso e agitado. O silêncio tornou-se raro".
Mas tal obscuridade sonora não é responsabilidade, por exemplo, dos insectos.
Pelo contrário.
A capa da edição de hoje do jornal "Diário de Notícias" refere uma "crise dos insetos" e descreve-a como uma "catástrofe silenciosa que ameaça o planeta".
Permita-se-me que faça, por isso, uma sugestão: a leitura do livro "The Insect Crisis: The Fall of the Tiny Empires That Run the World" (ou, em Língua Portuguesa, "A Crise dos Insectos: A Queda dos Pequenos Impérios Que Governam o Mundo") que o jornalista britânico Oliver Milman escreveu e que foi publicado há já alguns meses.
28/08/2022
A mudança
Deparei-me há dias com a seguinte expressão: "A mudança tornou-se uma constante".
Ora, lembrei-me imediatamente de uma frase que o político norte-americano John Fitzgerald Kennedy (que viveu entre 1917 e 1963) proferiu um dia: "A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro".
27/08/2022
Um segredo filosófico e fotográfico
Como se assinalou, há dias, o "Dia Mundial da Fotografia", penso ser oportuno escrever este texto:
O fotógrafo (e também "filósofo", segundo a "Wikipedia") Jorge Molder declarou, há já alguns meses, numa entrevista, o seguinte: "Quase nada é inocente, nem mesmo na Filosofia e na Fotografia".
Aproveito, por isso, para recordar uma frase que a fotógrafa e escritora norte-americana Diane Arbus (que viveu entre 1923 e 1971) havia proferido um dia: "Uma fotografia é um segredo acerca de um segredo. Quanto mais fala, menos sabemos".
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Filosofia,
Fotografia,
silêncio
25/08/2022
O "esquema de Ponzi"
Embora existam - como sempre existiram - estratégias ilícitas no chamado "sistema financeiro", não é, felizmente, habitual os actuais meios de comunicação social revelarem "esquemas de Ponzi".
Ou seja, investimentos geridos de 'forma' fraudulenta: os lucros dos investimentos recebidos em "último lugar" financiam (e garantem) os lucros dos investimentos recebidos em "primeiro lugar"...
Assim, é o apelido de um imigrante nos Estados Unidos da América no 'início' do século XX, Ponzi - "Carlo Ponzi" - que continua a identificar um crime financeiro: o "esquema de Ponzi".
Mais um pedido de desculpa
Foi em 2001 que o então papa "João Paulo II" pediu – em ‘nome’ da Igreja Católica, pois – desculpa pelo saque de Constantinopla (a actual "Istambul") cometido pelos Cruzados no século XIII.
Lamento ‘endereçado’ ao então patriarca da Igreja Ortodoxa.
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