Muito antes de Portugal
ter definidas politicamente as suas fronteiras continentais (e,
claro, também muito antes de estar situado numa unidade territorial
e administrativa – o concelho – com o nome Sesimbra),
já os perigos e as virtudes do que se viria a designar de Cabo
Espichel eram por muitos conhecidos.
De facto, o "Cabo
Espichel foi um ponto de perigo das rotas marítimas da antiguidade,
sendo assinalado em roteiros do século VI a.C e IV d.C como "Akra
Barbarion" e "lugum Cempsicum". No século XVIII é construído
um farol que facilitava a navegação junto ao cabo, e que ainda está
em serviço. A localização estratégica do promontório do Espichel
levou à construção do forte de Nossa Senhora do Cabo, terminado em
1672, mas que em meados do século XIX é abandonado, entrando em
ruína".
Ora, à excepção da
igreja de Nossa Senhora do Cabo (construída entre 1701 e 1707) e da
Ermida da Memória (cuja data de construção remonta ao século XV),
em ruínas (ou quase) encontram-se hoje as restantes edificações no
Cabo Espichel: a Casa da Ópera (construída em 1770) e a Casa
da Água (também erigida em 1770) bem como o Aqueduto.
Que imensa tristeza
sinto.
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