Um
dos vários locais/pontos de interesse da cidade de Elvas é a Igreja
de Nossa Senhora da Assunção (que foi, nem mais, nem menos,
a antiga Sé da cidade).
Que,
recorde-se, está classificada como Monumento Nacional.
Eis
o que refere a ‘placa’ respectiva que identifica este local de
culto:
Construção
essencialmente Manuelina traçada pelo Arquitecto Francisco de
Arruda, cuja construção teve início em 1517, no mesmo local da
antiga e ruinosa matriz de Stª. Maria dos Açougues, sendo aberta
ao público em 1537. Em 1570, por bula do Papa Pio V, obteve a
proeminência de Catedral. A Capela Mor é de 1749. De salientar a
azulejaria dos Séc[s]. XVII e XVIII.
|
Ora,
Francisco de Arruda foi o mesmo arquitecto que projectou a Torre
de Belém, em Lisboa.
De
facto, Lisboa adquiriu, nos séculos XV e XVI, o estatuto de
importante plataforma giratória no aspecto comercial, na Europa e no
mundo, fruto das viagens marítimas portuguesas e suas
‘consequências’.
Assim,
para protecção e defesa da cidade, o monarca D. João II idealizou
um plano estratégico que passava por dotar o rio Tejo de estruturas
que pudessem permitir controlar o tráfego marítimo e,
simultaneamente, detectar a entrada de navios inimigos provenientes
do oceano.
Iniciada
a sua construção em 1514, a Torre de Belém veio ‘responder’
a estes anseios de maior segurança.
No
entanto, após a construção da Fortaleza de São Julião da
Barra e do Forte do Bugio, a Torre de Belém
começou a assistir à progressiva diminuição da sua função
defensiva de Lisboa tendo chegado a servir, por exemplo, como prisão
de Estado (e o consequente encarceramento de indivíduos opositores ao poder político vigente) e como ponto de apoio ao
estabelecimento e posterior melhoria da rede de comunicações.
Símbolo
de Lisboa – e de Portugal –, a Torre
de Belém
foi, em 1983, classificada como património da Humanidade pela
UNESCO (juntamente
com o Mosteiro
dos Jerónimos).
Sem comentários:
Enviar um comentário