07/12/2019

José Hermano Saraiva

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, homenageou, no início desta semana, José Hermano Saraiva.

Considerou então, por exemplo, que "ninguém usou com tanto brilho a oratória televisiva" como historiador e que o Professor havia sido "um mágico do verbo".

Acho, efectivamente, perfeitamente justo homenagear-se um homem que nasceu em 1919 (e que faleceu em 2013) e que, profissionalmente, foi jurista, ministro da Educação, historiador e apresentador de programas televisivos de divulgação cultural e patrimonial.

Foi, seguramente, uma das pessoas que mais – e melhor – divulgou a cultura e o património, material e imaterial, em Portugal.

Agradeço-lhe por isso - embora tardiamente e escrevendo algumas linhas num texto - e cito-o.


"De certo modo – claro, há muitas pessoas que são pela tradição, há muitas pessoas que são pela revolução – e, de um modo geral, a regra é esta: quem está bem é pela tradição, não quer que as coisas mudem, está bem, deixa-se estar; quem está mal, se sente, enfim, com dificuldades, mal instalado, com fome ou com sede de melhor justiça, pretende a revolução e, portanto, quer que as coisas mudem. Quer a mudança".

Sem comentários: