O Presidente da República,
Marcelo Rebelo de Sousa, homenageou, no início desta semana, José
Hermano Saraiva.
Considerou
então, por exemplo, que "ninguém usou com tanto brilho a oratória
televisiva" como historiador e que o Professor havia sido "um
mágico do verbo".
Acho,
efectivamente, perfeitamente justo homenagear-se um homem que nasceu
em 1919 (e que faleceu em 2013) e que, profissionalmente, foi
jurista, ministro da Educação, historiador e apresentador de
programas televisivos de divulgação cultural e patrimonial.
Foi,
seguramente, uma das pessoas que mais – e melhor – divulgou a
cultura e o património, material e imaterial, em Portugal.
Agradeço-lhe
por isso - embora tardiamente e escrevendo algumas linhas num texto - e cito-o.
"De certo modo – claro, há
muitas pessoas que são pela tradição, há muitas pessoas que são
pela revolução – e, de um modo geral, a regra é esta: quem está
bem é pela tradição, não quer que as coisas mudem, está bem,
deixa-se estar; quem está mal, se sente, enfim, com dificuldades,
mal instalado, com fome ou com sede de melhor justiça, pretende a
revolução e, portanto, quer que as coisas mudem. Quer a mudança".
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