27/12/2019

Livros e homens

Há poucos dias, alguns funcionários de uma biblioteca – supus que pública – localizada na zona Noroeste da China, queimou, depois de uma ‘limpeza’, mais de meia centena de livros que considerou ilegais.

Ora, tal acto inquietou-me muito porque um livro é para mim preciosíssimo e, como tal, creio que era incapaz de o fazer de forma voluntária (não que tais funcionários o tivessem feito, bem entendido).

Mas também me inquietou porque me lembrei novamente das palavras que Heinrich Heine, poeta alemão do século XIX, escreveu (e que já citei aqui no blogue): "Quem começa por queimar livros, acaba por queimar homens".

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