21/01/2020

A Grécia e a metrópole


O território de Atenas ocupou toda a península da Ática.


Ou seja, cerca de 2650 quilómetros quadrados.


Tal dimensão tornou-a na maior das Cidades-Estados da Grécia.


Mas a sua grandeza não foi apenas territorial.


De facto, Atenas conseguiu tornar-se na mais importante das "pólis" gregas porque a sua organização política – e social – foi 'seguida' por muitos outros Estados: muitos dos próprios Atenienses teriam consciência da influência que a 'sua' Cidade exercia sobre outras Cidades do 'mundo' grego: Péricles, um dos 'grandes' políticos de Atenas, chegou a afirmar num dos seus discursos ser “a nossa Cidade a escola da Grécia”.


A Atenas dos séculos V e IV a.C. logrou também tornar-se no maior centro de Cultura (na Europa, claro).


Não terá sido, de resto, mera 'obra' do acaso que Keramikos, em Atenas precisamente, tenha sido já considerada a mais extensa necrópole da Antiguidade grega já que terá sido 'utilizada' entre 3000 anos a.C. e o sexto século depois do (suposto) nascimento de Jesus Cristo.


Ora, se é um facto que nunca a colonização grega chegou ao território que hoje se designa Portugal, o mesmo não se poderá dizer de algumas palavras.


Como a palavra metrópole, por exemplo.

Sendo o lema que a Grécia viria a escolher muitos séculos depois do apogeu de Atenas "Ελευθερία ή θάνατος" ("Liberdade ou Morte", em português), foi com toda a liberdade que esta palavra – formada, por sua vez, pelas palavras mêter=mãe + pólis=cidade – acompanhou Portugal em grande parte da sua História.




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