Uma antiga ministra
britânica pronunciou num discurso que há dias fez a expressão
“marxismo cultural”.
A utilização desta
expressão valeu-lhe já a acusação de ter feito alusão a uma
teoria da conspiração e de, assim, se ter posto “ao lado” de
propagandistas da extrema-direita e do anti-semitismo (um mal que assola a Europa há séculos).
Ora, eu, enquanto
estudante, lembro-me bem de uma obra classificada ‘oficialmente’ como
sendo de leitura fundamental no curso por mim frequentado – “Introdução
à Antropologia Cultural”, do ucraniano Mischa Titiev – ser
‘menorizada’ (por colegas e, até, por professores…)
precisamente por supostamente ser ideologicamente influenciada pelo
filósofo judeu Karl Marx.
***
Aproveitando o facto
de estar a escrever sobre extrema-direita e anti-semitismo, quero
acrescentar o conteúdo de um “e-mail” que, há alguns meses,
enviei para a comissão que organizou o VI Seminário
Internacional: Ciberdemocracia e Cibersegurança (que se realizou
no fim do passado mês de Janeiro na Reitoria da Universidade Nova de
Lisboa):
“Assisti ontem ao
VI Seminário Internacional relativo às 'temáticas' da
Ciberdemocracia e da Cibersegurança.
Pude, pois,
testemunhar "in loco" o quão ricas e absolutamente
preciosas foram quase todas as intervenções no que se refere às
informações transmitidas.
Ora, disse "quase
todas as intervenções" porque não gostei do 'discurso' de
***** ****.
Tratou-se, em minha
opinião, de um 'discurso' rigorosamente parcial que teve como
principal objectivo denegrir ainda mais a percepção que já é
negativa relativamente a um grupo religioso (e étnico e político,
no fundo) - o muçulmano - e a um outro grupo essencialmente
político - o chamado extremista de direita.
Ou seja, instilar
mais ódio e não ir ao fundo das questões, por assim dizer.
Sendo autor de um
'discurso' relativo à "************* ** *******" - e
embora eu não estivesse à espera de outra coisa que não um judeu
a atacar muçulmanos e membros da já referida extrema-direita...-,
teria sido sinceramente imparcial se, isso sim, ***** **** tivesse
'olhado com olhos de ver' para actos fundamentalistas e extremistas
cometidos por judeus em Israel e nos territórios por eles ocupados
preocupando-se em tentar mostrar à sua audiência por que razão
George Soros e muitíssimos outros etnicamente judeus são atacados
esclarecendo, de resto, o porquê de existirem "teorias da
conspiração" contra os judeus da Terra.
Eu não sou
anti-semita mas tento ser sempre intelectualmente sério.
Não me parece, de
todo, que ***** **** o tenha também tentado ser.
É, por isso, que a
sua intervenção foi, para mim, o único ponto negativo, se quiser,
deste Seminário Internacional.”.