Não sei se o "campus" que a empresa chinesa de tecnologia Huawei está a construir em Dongguan (na China) tem alguma réplica de exemplares arquitectónicos existentes em Portugal.
É, efectivamente, verdadeiro o facto de a gigante chinesa ter já 127 hectares preenchidos com reproduções de elementos originalmente presentes em várias cidades europeias.
Ora, tendo em conta a crescente 'abertura' ao Ocidente europeu e norte-americano por parte da China e tendo também em conta a história de milhares de anos da civilização do Império do Meio, penso que tais cópias nada mais são do que parte de uma espécie de aproximação cultural ao 'Ocidente' branco...
08/04/2019
06/04/2019
O mesmo "statu quo" 75 anos depois
Numa altura em que a Organização do Atlântico Norte (a OTAN ou, na sigla inglesa, a NATO) está a 'celebrar' sete décadas do seu 'nascimento', creio ser importante, desde logo, recordar que um dos mais mortíferos conflitos que o mundo jamais conheceu acabou há
quase 75 anos.
Mas também recordar que,
se a II Guerra Mundial cessou em 1945, ainda hoje se fazem sentir alguns dos seus ‘efeitos’: por exemplo, o Exército dos Estados Unidos da América tem actualmente cerca de 880
bases militares em 183 países (o número de efectivos
militares norte-americanos é de mais de 55 mil no Japão, de 35 mil na Alemanha, de
28,5 mil na Coreia do Sul, de 12 mil em Itália e de 9 mil no Reino
Unido).
Ora, a crescente animosidade entre as populações de algumas regiões (a de
Okinawa, no Japão, por exemplo) perante a presença do exército
norte-americano não tem sido suficiente, ainda assim, para que este
as ‘abandone’ pois estas garantem que a máquina militar
americana esteja a apenas algumas horas de distância de qualquer
conflito armado no mundo.
05/04/2019
"Marxismo cultural", ciberdemocracia e cibersegurança
Uma antiga ministra
britânica pronunciou num discurso que há dias fez a expressão
“marxismo cultural”.
A utilização desta
expressão valeu-lhe já a acusação de ter feito alusão a uma
teoria da conspiração e de, assim, se ter posto “ao lado” de
propagandistas da extrema-direita e do anti-semitismo (um mal que assola a Europa há séculos).
Ora, eu, enquanto
estudante, lembro-me bem de uma obra classificada ‘oficialmente’ como
sendo de leitura fundamental no curso por mim frequentado – “Introdução
à Antropologia Cultural”, do ucraniano Mischa Titiev – ser
‘menorizada’ (por colegas e, até, por professores…)
precisamente por supostamente ser ideologicamente influenciada pelo
filósofo judeu Karl Marx.
***
Aproveitando o facto
de estar a escrever sobre extrema-direita e anti-semitismo, quero
acrescentar o conteúdo de um “e-mail” que, há alguns meses,
enviei para a comissão que organizou o VI Seminário
Internacional: Ciberdemocracia e Cibersegurança (que se realizou
no fim do passado mês de Janeiro na Reitoria da Universidade Nova de
Lisboa):
“Assisti ontem ao
VI Seminário Internacional relativo às 'temáticas' da
Ciberdemocracia e da Cibersegurança.
Pude, pois,
testemunhar "in loco" o quão ricas e absolutamente
preciosas foram quase todas as intervenções no que se refere às
informações transmitidas.
Ora, disse "quase
todas as intervenções" porque não gostei do 'discurso' de
***** ****.
Tratou-se, em minha
opinião, de um 'discurso' rigorosamente parcial que teve como
principal objectivo denegrir ainda mais a percepção que já é
negativa relativamente a um grupo religioso (e étnico e político,
no fundo) - o muçulmano - e a um outro grupo essencialmente
político - o chamado extremista de direita.
Ou seja, instilar
mais ódio e não ir ao fundo das questões, por assim dizer.
Sendo autor de um
'discurso' relativo à "************* ** *******" - e
embora eu não estivesse à espera de outra coisa que não um judeu
a atacar muçulmanos e membros da já referida extrema-direita...-,
teria sido sinceramente imparcial se, isso sim, ***** **** tivesse
'olhado com olhos de ver' para actos fundamentalistas e extremistas
cometidos por judeus em Israel e nos territórios por eles ocupados
preocupando-se em tentar mostrar à sua audiência por que razão
George Soros e muitíssimos outros etnicamente judeus são atacados
esclarecendo, de resto, o porquê de existirem "teorias da
conspiração" contra os judeus da Terra.
Eu não sou
anti-semita mas tento ser sempre intelectualmente sério.
Não me parece, de
todo, que ***** **** o tenha também tentado ser.
É, por isso, que a
sua intervenção foi, para mim, o único ponto negativo, se quiser,
deste Seminário Internacional.”.
04/04/2019
A O.T.A.N.
A partir do fim da II Guerra Mundial, Estados Unidos da América
(E.U.A.) e União Soviética ‘olhavam-se’ com cada vez mais
desconfiança.
O primeiro dizia-se "defensor do mundo livre" enquanto a
segunda se considerava "cercada pelo imperialismo".
Ora, perante este ‘cenário’ ninguém estranharia que os E.U.A.
formalizassem (e liderassem) uma aliança militar.
Esta, de facto, acabaria por consubstanciar-se no dia 4 de Abril de
1949 na Organização do Tratado do Atlântico Norte –
O.T.A.N. (ou N.A.T.O., na língua inglesa).
‘Constituída’,
inicialmente, por doze países europeus, pelo Canadá e, claro está,
pelos E.U.A..
A União Soviética ‘responderia’, por seu lado’ com o Pacto
de Varsóvia – aliança, igualmente militar, com os países do
chamado bloco comunista.
No entanto, a União Soviética, o Pacto de Varsóvia e
o bloco comunista já ‘acabaram’.
A O.T.A.N. (ou N.A.T.O.) não**.
** Integram actualmente a O.T.A.N. (ou N.A.T.O.) vinte e oito países.
O dobro daqueles que, há sete décadas, a fundaram.
03/04/2019
Quem somos?
Se é
certo que, desde há milénios, ao pedaço de terra a que se viria a
chamar depois Península Ibérica, têm acorrido povos
oriundos de várias latitudes tornando-a, pois, um ‘palco’
privilegiado, na Europa, na confluência de muitas culturas e
civilizações, poderia um comum visitante da exposição que a
Cordoaria Nacional, em Lisboa, exibiu até há algumas semanas
– “Gigantes da Idade do Gelo e a Evolução Humana” – pensar
que pouco (ou nada) teria a ver consigo directamente, por assim
dizer.
No
entanto, num trabalho publicado pela revista Current Biology
em meados do passado mês de Março, investigadores revelaram que a
‘composição’ genética de agricultores e de
caçadores-recolectores que habitaram o território da referida
Península Ibérica havia sido, na verdade, muito mais diversa do que
anteriormente se pensara: os descendentes de grupos de agricultores e
de caçadores-recolectores que procuraram encontrar na Península
Ibérica o refúgio climático que os rigores da Idade do Gelo
impunham à Europa há mais de 15 mil anos eram o resultado resultado
genético dessa união.
Também
um trabalho que a revista Science publicou (“online”)
igualmente em meados do passado mês de Março – “The genomic
history of the Iberian Peninsula over the past 8000 years” – e
que foi levado a efeito por mais de uma centena de geneticistas,
antropólogos e arqueólogos revelou que uma migração ocorrida há
cerca de 4500 anos (no início da Idade do Bronze) proveniente das
estepes junto aos mares Negro e Cáspio (localizados no território
em que actualmente se situa a Rússia) veio, por sua vez, alterar
significativamente o ‘conteúdo’ genético que então ‘compunha’
o território ibérico.
Mas,
de facto, o que estes estudos vieram, uma vez mais, confirmar é que
o material genético de cada um de nós nada mais é do que o
resultado de sucessivas vagas de migrações e de ‘misturas’.
02/04/2019
"O que é a Verdade?"
O
Evangelho de João diz que Jesus Cristo e Pôncio Pilatos
(então o governador de Roma na Judeia) encetaram uma espécie de
duelo filosófico durante o julgamento de Jesus.
– "Dizes que eu sou um rei. Efectivamente, a razão por que nasci e
vim ao mundo é testemunhar a Verdade. Todos quantos estejam do lado
da Verdade me ouvem", afirmou Jesus.
– "O que é a Verdade?", perguntou Pilatos.
01/04/2019
Sísifo e o Forte da Graça
O antigo ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, invocou, recentemente, a figura de Sísifo - personagem da mitologia grega condenada para todo o sempre a subir uma montanha empurrando uma enorme pedra sem nunca conseguir, no entanto, alcançar o seu topo.
Ora, um dos destinos de alguns condenados na instituição militar de outrora era exactamente subir a grande elevação em que se situava - e situa - o Forte da Graça, em Elvas, com um barril cheio de água mas vê-lo despejado uma vez chegados ao cimo.
Semelhanças?
Ora, um dos destinos de alguns condenados na instituição militar de outrora era exactamente subir a grande elevação em que se situava - e situa - o Forte da Graça, em Elvas, com um barril cheio de água mas vê-lo despejado uma vez chegados ao cimo.
Semelhanças?
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