28/06/2019

O Tratado de Versalhes e a "culpa da guerra"

Assinado no dia 28 de Junho de 1919, o depois designado Tratado de Versalhes procurou oficialmente pôr um fim à Primeira Guerra Mundial.

Esboçado durante a Conferência de Paz de Paris (ocorrida na Primavera de 1919), o documento foi rubricado pelos representantes da Alemanha, "por um lado", e pelos representantes das chamadas potências aliadas, por outro.

É claro que a generalidade do conteúdo desse tratado não surpreendeu os emissários germânicos pois a Alemanha tinha já reconhecido que perdera (foi só esse país que perdeu?) a guerra.

O que, efectivamente, os escandalizou (e, por extensão, a "maior parte" do próprio povo alemão) foi a cláusula denominada "culpa da guerra": tendo sido obrigados a reconhecê-la, os Alemães assumiram que a culpa directa da guerra (o eclodir, sobretudo) havia sido exclusivamente sua.

Ora, tal assumpção foi muito desfavoravelmente, por assim dizer, acolhida pela generalidade do ‘povo’ alemão e acabou mesmo por transformar-se num dos ‘pilares’ fundamentais do programa político de que o Partido Nacional-Socialista se serviria para ascender ao ‘topo’ do poder não muitos anos depois.

Com as consequências que a História conheceria…

27/06/2019

O testamento de D. Afonso II

Com data de 27 de Junho de 1214, o primeiro testamento de D. Afonso II – o terceiro rei de Portugal – é, segundo alguns especialistas, o mais antigo documento régio conhecido escrito em língua portuguesa.


Um dos testamentos de D. Afonso II. Este monarca faleceu em 1223 e deixou vários documentos testamentários. 

26/06/2019

Visado

Excerto do discurso de António de Oliveira Salazar aquando da inauguração do Secretariado de Propaganda Nacional, em 1933:


"Os homens, os grupos, as classes vêem, observam as coisas, estudam os acontecimentos à luz do seu interesse. Só uma entidade, por dever e posição, tudo tem de ver à luz do interesse de todos".

25/06/2019

Biscoitos e Descobrimentos

Uma das actividades ‘industriais’ que foi extraordinariamente importante para a empresa dos chamados Descobrimentos iniciada e desenvolvida por Portugal no século XVI, sobretudo, foi o fabrico de biscoito.

Sim, biscoito.

Produto essencial para 'apetrechar' os "navios dos Descobrimentos", a produção de biscoito, pertença da Coroa, foi então muito desenvolvida a partir de Vale de Zebro (no Barreiro) e da própria cidade de Lisboa (nos "Fornos da Porta da Cruz").

24/06/2019

Santa Hildegarda, a "Sibila do Reno"

Assinalam-se em 2019 oitocentos e quarenta anos da morte de Hildegard von Bingen.

Parece-me, por isso, o momento adequado para relembrar o seu último trabalho: "Liber Divinorum Operum" ("O Livro dos Trabalhos Divinos", em português).

Manuscrito teológico - como não poderia, talvez, deixar de ser sendo Hildegard abadessa... -, contém a descrição de visões divinas que afirmava ter recebido.

Canonizada, Hildegard foi proclamada doutora da Igreja Católica em 2012.

22/06/2019

Arruda em Elvas e em Lisboa

Um dos vários locais/pontos de interesse da cidade de Elvas é a Igreja de Nossa Senhora da Assunção (que foi, nem mais, nem menos, a antiga Sé da cidade).

Que, recorde-se, está classificada como Monumento Nacional.

Eis o que refere a ‘placa’ respectiva que identifica este local de culto:


Construção essencialmente Manuelina traçada pelo Arquitecto Francisco de Arruda, cuja construção teve início em 1517, no mesmo local da antiga e ruinosa matriz de Stª. Maria dos Açougues, sendo aberta ao público em 1537. Em 1570, por bula do Papa Pio V, obteve a proeminência de Catedral. A Capela Mor é de 1749. De salientar a azulejaria dos Séc[s]. XVII e XVIII.


Ora, Francisco de Arruda foi o mesmo arquitecto que projectou a Torre de Belém, em Lisboa.

De facto, Lisboa adquiriu, nos séculos XV e XVI, o estatuto de importante plataforma giratória no aspecto comercial, na Europa e no mundo, fruto das viagens marítimas portuguesas e suas ‘consequências’.

Assim, para protecção e defesa da cidade, o monarca D. João II idealizou um plano estratégico que passava por dotar o rio Tejo de estruturas que pudessem permitir controlar o tráfego marítimo e, simultaneamente, detectar a entrada de navios inimigos provenientes do oceano.

Iniciada a sua construção em 1514, a Torre de Belém veio ‘responder’ a estes anseios de maior segurança.

No entanto, após a construção da Fortaleza de São Julião da Barra e do Forte do Bugio, a Torre de Belém começou a assistir à progressiva diminuição da sua função defensiva de Lisboa tendo chegado a servir, por exemplo, como prisão de Estado (e o consequente encarceramento de indivíduos opositores ao poder político vigente) e como ponto de apoio ao estabelecimento e posterior melhoria da rede de comunicações.

Símbolo de Lisboa – e de Portugal –, a Torre de Belém foi, em 1983, classificada como património da Humanidade pela UNESCO (juntamente com o Mosteiro dos Jerónimos).

21/06/2019

Machado de Assis

"Memórias póstumas de Brás Cubas" e "Dom Casmurro" foram algumas das obras escritas por uma pessoa que nasceu no Rio de Janeiro (Brasil) no dia 21 de Junho de 1839 e que se tornaria num dos ‘grandes’ escritores que esse país – e o mundo, claro – já havia tido (e teria): Joaquim Maria Machado de Assis.