Foi em meados de Abril de 2018 que o jornal
Público deu a conhecer, em formato digital, um texto
com o título em forma de pergunta "Os
EUA começaram a esquecer o Holocausto?".
Nele
se observou, de resto, que "Pelo
menos 22% dos norte-americanos menores de 34 anos nunca ouviram falar
do extermínio de seis milhões de judeus às mãos do regime nazi".
Supondo
que tais números fossem exactos creio que a responsabilidade
imediata por tal ignorância histórica era do sistema educativo
local.
Mas,
muito
mais
grave do que
se apurar de quem é (ou são) a(s) responsabilidade(s) dessa
falta da educação formal é, quanto a mim, impedir-se –
dolosamente?
– que milhões de pessoas possam, através de dados históricos,
questionar
a existência de um conjunto de actos políticos, geopolíticos e
ideológicos que poderiam passar, por exemplo, por, no momento
presente, práticas internas intolerantes por parte das autoridades
policiais e de investigação e, sem dúvida, pelas alianças que o
pessoal político do seu país – os Estados Unidos da América
(EUA) – estabeleceram e estabelecem com países como Israel: "por
que razão é o nosso país [EUA]
aliado incondicional
de
outro [Israel]
no qual muitos dos
seus habitantes – descendentes,
directos e indirectos, daqueles que sofreram o Holocausto na Europa
–,
têm
vindo a fazer passar a outros, desde há décadas, no Próximo
Oriente, precisamente alguns tipos de privações e
violência física e psicológica que
sofreram às mãos dos nazis
e de outros?".