09/11/2019

Ir a um museu e reflectir

O Museu Nacional de Arte Antiga inaugurou, há alguns meses, uma exposição com o título "Museu das Descobertas".


Escreveu, a propósito, no seu sítio o seguinte: "O efeito transfigurador que o museu tem sobre o visitante é consequência de um mundo insuspeito de saberes, aplicados no contínuo trabalho de preservar, estudar e comunicar dissipando engano e dúvida. O museu existe para proporcionar uma experiência pessoal a quem o visita, fruto daquela que desenvolvem os que nele trabalham, dia após dia. A experiência do museu assenta no ato magnético e muito pessoal da contemplação, e esta, por seu turno, origina-se no valor insubstituível do objeto como testemunho intemporal e redentor da capacidade criadora humana. Ao Museu Nacional de Arte Antiga pareceu oportuno levar a cabo a organização do presente projeto, abrigado sob a designação provocadora de Museu das Descobertas, num tempo que assiste a uma renovada atualidade do conceito de museu, amplamente ilustrada na febre constitutiva de novas instituições".


Ora, é para mim evidente que o mero acto de se visitar um museu leva, desde logo, a construir-se uma reflexão sobre uma qualquer dimensão da nossa vida, enquanto povo.

Dimensão passada ou presente: pode ser a escravatura, o colonialismo, a a arte ou religião, por exemplo.

E, considerando somente esse facto, ir-se a um museu já vale a pena.

08/11/2019

Revoluções em Portugal

Li há muito, num manual escolar, que Revolução era uma "transformação radical, e geralmente violenta, de uma estrutura política, económica e social".

Ora, é claro que qualificar um determinado evento de "transformação radical" é subjectivo: aquilo que classifico como radical para outra pessoa, pura e simplesmente, não o é...

Ainda assim, quantos acontecimentos da (e na) História de Portugal se poderão 'classificar' de revoluções?

07/11/2019

O alfabeto 'ocidental'

Nem sempre um alfabeto se limita a ser, apenas e só, um conjunto de letras.

Nem uma mera característica cultural de um dado povo, território ou país.

Um exemplo: o alfabeto grego constituiu um importantíssimo legado civilizacional para o chamado mundo ocidental já que foi ele quem esteve na génese do alfabeto latino que foi ‘espalhado’ pelos Romanos e que é hoje ainda o principal código escrito desse mesmo mundo ocidental.

06/11/2019

Os Moçárabes

Moçárabes era a designação dada às populações cristãs que viviam no território controlado por Muçulmanos embora mantendo uma grande parte, por assim dizer, das suas tradições e crenças.

05/11/2019

Os homens-bons

Figuras extremamente importantes na configuração territorial e política do Portugal do século XIII, os homens-bons eram quem efectivamente exercia o poder num determinado concelho.

De facto, os homens-bons eram, na sua maioria, proprietários rurais e mercadores no que à 'profissão' se referia e, como representantes (eleitos) pela população, reuniam-se numa assembleia da qual emanavam, por exemplo, os magistrados concelhios e municipais.

04/11/2019

A Idade Média

A Idade Média é a designação tradicional do período histórico que, no continente europeu, 'vai' das invasões dos povos apelidados de bárbaros e do fim do Império Romano (no século V)* até ao começo dos também chamados Descobrimentos e do Renascimento (no século XV).


* Estes "povos bárbaros" mais não fizeram do que desferir o golpe de misericórdia a Roma (que estava já 'minada' pela corrupção...).

02/11/2019

As eras hispânica e cristã

O nascimento do judeu Jesus Cristo tornou-se no ponto de referência, por assim dizer, para o dealbar de uma nova era: a era cristã.

Em Portugal, contudo, essa nova era apenas começou a ser 'utilizada' no reinado de D. João I (em 1422) sendo que até essa altura foi 'usada' a era hispânica (que teve, por sua vez, como seu ponto de referência a data da conquista final de toda a Espanha pelas tropas romanas do imperador Augusto no ano 38 antes do início da mencionada era cristã).