A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América reconheceu há poucos dias a existência do genocídio arménio.
Tal decisão, tomada por larga maioria, enfureceu as autoridades turcas e levou o país norte-americano a juntar-se a cerca de três dezenas de países, de todo o mundo, por assim dizer, que reconhecem oficialmente essa tentativa de extermínio do povo arménio.
Entre 1.2 milhões e 1.5 milhões de arménios terão, pois, sido mortos pelas tropas do Império Otomano durante a I Guerra Mundial.
Recordo também que o referido Império era, ao tempo, aliado da Alemanha e do Império Austro-Húngaro.
12/11/2019
11/11/2019
A revolução russa
A semana que agora começa marca mais um aniversário do início da revolução russa.
Foi um período tumultuoso para o gigante do Leste (quero dizer, de Leste ou de Oeste dependerá de onde se esteja...) que transformou, positiva e negativamente, a "face" política, social, económica e cultural da Europa e do Mundo no século XX.
E, em 2019, continuará?
Foi um período tumultuoso para o gigante do Leste (quero dizer, de Leste ou de Oeste dependerá de onde se esteja...) que transformou, positiva e negativamente, a "face" política, social, económica e cultural da Europa e do Mundo no século XX.
E, em 2019, continuará?
09/11/2019
Ir a um museu e reflectir
O Museu Nacional de
Arte Antiga inaugurou, há alguns meses, uma exposição com o título
"Museu das Descobertas".
Escreveu,
a propósito, no seu sítio o seguinte: "O efeito transfigurador
que o museu tem sobre o visitante é consequência de um mundo
insuspeito de saberes, aplicados no contínuo trabalho de preservar,
estudar e comunicar dissipando engano e dúvida. O museu existe para
proporcionar uma experiência pessoal a quem o visita, fruto daquela
que desenvolvem os que nele trabalham, dia após dia. A experiência
do museu assenta no ato magnético e muito pessoal da contemplação,
e esta, por seu turno, origina-se no valor insubstituível do objeto
como testemunho intemporal e redentor da capacidade criadora humana.
Ao Museu Nacional de Arte Antiga pareceu oportuno levar a cabo a
organização do presente projeto, abrigado sob a designação
provocadora de Museu das Descobertas, num tempo que assiste a uma
renovada atualidade do conceito de museu, amplamente ilustrada na
febre constitutiva de novas instituições".
Ora,
é para mim evidente que o mero acto de se visitar um museu leva,
desde logo, a construir-se uma reflexão sobre uma qualquer dimensão
da nossa vida, enquanto povo.
Dimensão
passada ou presente: pode ser a escravatura, o colonialismo, a a arte
ou religião, por exemplo.
E,
considerando somente esse facto, ir-se a um museu já vale a pena.
08/11/2019
Revoluções em Portugal
Li há muito, num manual escolar, que Revolução era uma "transformação radical, e geralmente violenta, de uma estrutura política, económica e social".
Ora, é claro que qualificar um determinado evento de "transformação radical" é subjectivo: aquilo que classifico como radical para outra pessoa, pura e simplesmente, não o é...
Ainda assim, quantos acontecimentos da (e na) História de Portugal se poderão 'classificar' de revoluções?
Ora, é claro que qualificar um determinado evento de "transformação radical" é subjectivo: aquilo que classifico como radical para outra pessoa, pura e simplesmente, não o é...
Ainda assim, quantos acontecimentos da (e na) História de Portugal se poderão 'classificar' de revoluções?
07/11/2019
O alfabeto 'ocidental'
Nem sempre um alfabeto se limita a ser, apenas e só, um conjunto de
letras.
Nem
uma mera característica cultural de um dado povo, território ou
país.
Um
exemplo: o alfabeto grego constituiu um importantíssimo legado
civilizacional para o chamado mundo ocidental já que foi ele quem
esteve na génese do alfabeto latino que foi ‘espalhado’ pelos
Romanos e que é hoje ainda o principal código escrito desse mesmo
mundo ocidental.
06/11/2019
Os Moçárabes
Moçárabes era a designação dada às populações cristãs que viviam no território controlado por Muçulmanos embora mantendo uma grande parte, por assim dizer, das suas tradições e crenças.
05/11/2019
Os homens-bons
Figuras extremamente importantes na configuração territorial e política do Portugal do século XIII, os homens-bons eram quem efectivamente exercia o poder num determinado concelho.
De facto, os homens-bons eram, na sua maioria, proprietários rurais e mercadores no que à 'profissão' se referia e, como representantes (eleitos) pela população, reuniam-se numa assembleia da qual emanavam, por exemplo, os magistrados concelhios e municipais.
De facto, os homens-bons eram, na sua maioria, proprietários rurais e mercadores no que à 'profissão' se referia e, como representantes (eleitos) pela população, reuniam-se numa assembleia da qual emanavam, por exemplo, os magistrados concelhios e municipais.
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