"Cada arma de fogo que é produzida, cada navio de guerra que é posto no mar e cada míssil que é disparado [significam] um roubo a todos os que têm fome e que não se podem alimentar e a todos os que têm frio e que não se podem vestir".
Excerto de um discurso proferido pelo 34.° presidente dos Estados Unidos da América, Dwight Eisenhower ("Ike"), em Agosto de 1953.
06/01/2020
04/01/2020
Aomen para além do jogo
Já aqui escrevi algumas vezes sobre Macau e agora não é, justamente, excepção.
Ora, ao mesmo tempo que assinalava os vinte anos da transição política e administrativa de Portugal para a China, as autoridades de Pequim expressaram a ambição de que a economia de Macau - ou Aomen, em mandarim - deixasse de estar tão dependente do Jogo (fisicamente encarnado pela 'figura' do casino) e se expandisse para os sectores do Turismo e da Finança, sobretudo.
Assim, ao ler sobre este desejo não pude deixar de me lembrar do pensamento 'geral' que o arquitecto macaense Carlos Marreiros expressou sobre "esta matéria" numa reportagem especial, por assim dizer - "Chão de Macau", se não me engano - que foi emitida, televisivamente, em 2012: imaginasse-se, referiu, que num futuro mais ou menos próximo Cantão [região onde Macau se 'insere'] resolvia liberalizar o Jogo. Então, concluiu, Macau morreria.
Ora, ao mesmo tempo que assinalava os vinte anos da transição política e administrativa de Portugal para a China, as autoridades de Pequim expressaram a ambição de que a economia de Macau - ou Aomen, em mandarim - deixasse de estar tão dependente do Jogo (fisicamente encarnado pela 'figura' do casino) e se expandisse para os sectores do Turismo e da Finança, sobretudo.
Assim, ao ler sobre este desejo não pude deixar de me lembrar do pensamento 'geral' que o arquitecto macaense Carlos Marreiros expressou sobre "esta matéria" numa reportagem especial, por assim dizer - "Chão de Macau", se não me engano - que foi emitida, televisivamente, em 2012: imaginasse-se, referiu, que num futuro mais ou menos próximo Cantão [região onde Macau se 'insere'] resolvia liberalizar o Jogo. Então, concluiu, Macau morreria.
03/01/2020
O medo colectivo
"O medo
colectivo estimula o instinto de rebanho e tende a provocar a fúria
para com aqueles que não são vistos como membros do rebanho".
Bertrand Russell (1872-1970),
filósofo e matemático inglês
02/01/2020
Calouste Gulbenkian
Quando morreu, em Lisboa, em
Julho de 1955, o empresário e coleccionador que havia nascido na
cidade turca de Istambul mas que tinha ‘raízes’ familiares –
ou seja, étnicas e culturais – na Arménia, Calouste Gulbenkian,
tinha dois pequenos papéis no bolso.
Um
com duas frases do empresário norte-americano Henry Ford e o outro
também com uma frase do filósofo romano Séneca.
Ora,
as frases de Henry Ford eram estas: "Do your own work, mind your
own business, and don’t engage in controversy – that’s the way
to get along. And, above all else, keep away from lawyers, they’re
bound to get you into trouble" (ou, em língua portuguesa, "Faz o teu próprio trabalho, cuida dos teus próprios assuntos e
não te envolvas em conflitos – é a melhor forma de te dares bem.
E, acima de tudo, afasta-te dos advogados, é provável que te metam
em sarilhos"***).
E
a de Séneca: "Vivez chaque jour comme si ce
jour representait les limites de votre vie et rendez-le aussi
agreable que possible parce qu’il contient la seule realite dont
vous disposiez" (ou, em português, "Viva
cada dia como se esse dia representasse os limites da sua vida e
torne-o tão agradável quanto possível, porque ele contém a única
realidade de que dispõe").
Assim,
com esta ‘bagagem’ ética e moral, não admirará que
o lema de Calouste Gulbenkian – como coleccionador, sim, mas não
só – fosse "only the best is good enough for me" (ou, em
português, "apenas o melhor é para mim suficiente").
*** Curiosamente, o sítio da Fundação Calouste Gulbenkian na "Internet" (https://gulbenkian.pt/) refere o seguinte: "Em
testamento (1953) deixou importantes legados aos seus filhos, definiu
pensões vitalícias para outros familiares e colaboradores, e
estabeleceu a constituição de uma fundação internacional, com o
seu nome, herdeira do remanescente da sua fortuna, com sede em
Lisboa, presidida pelo seu advogado de confiança, Lord Radcliffe. A
ele confiou a missão de agir em benefício de toda a "humanidade"".
31/12/2019
Gente e lixo
Séculos depois de o médico
Garcia de Orta ter escrito – em "Colóquios
dos Simples e Drogas da Índia" – que "Digo que
se sabe mais em um dia agora pelos portugueses, do que se sabia em
100 anos pelos romanos", parece-me oportuno lembrar alguns números
que gostaria que não fossem esquecidos.
a)
Todos
os dias "há mais" cerca de 225.000 pessoas na Terra;
b)
Todos
os anos, cerca de 8 milhões de toneladas de plástico ‘inundam’
os oceanos do
planeta;
e
c)
Todos os anos, no mundo, cerca
de 50 milhões de toneladas de "lixo electrónico" (telefones
móveis, computadores portáteis e "tablets", por exemplo) são
deitadas fora – acompanhadas dos respectivos ‘fumos’, muitos
deles tóxicos.
30/12/2019
A casa de Richard Wagner
A construção da casa que o
compositor alemão Richard Wagner foi habitar na década de 1870 foi
patrocinada pelo rei Luís II da Baviera (que ficaria 'conhecido' como "Luis, o rei louco").
A
construção, apenas. Não o lema que o autor acabou por colocar na
frontaria da casa: "Hier
wo mein Wähnen Frieden fand – Wahnfried – sei dieses Haus von
mir benannt" ("Aqui,
onde a minha Loucura encontrou a Paz – Wahnfried – é a minha
Casa", em português).
De
facto, a loucura e a paz de Wahnfried permitiram
a Wagner compor algumas das peças mais brilhantes da História
musical europeia do século XIX como o drama (musical) "Parsifal".
Composto
em 1882, "Parsifal" estrear-se-ia em Portugal (no Teatro Nacional
de São Carlos) em 1921.
28/12/2019
Mudança de nome
Muitos países africanos mantiveram, durante décadas, em uso corrente no seu sistema monetário o Franco CFA.
Fruto da colonização francesa, sobretudo.
No entanto, durante o passado fim-de-semana, nem mais, nem menos, do que oito desses países - Benim, Burkina Faso (o antigo Alto Volta), Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo - acordaram com a França dar um novo nome a essa moeda: Eco.
Mas o Eco continuará, como o Franco CFA, a estar indexado ao Euro europeu.
Ou seja, mudança de nome mas ... pouco mais.
Fruto da colonização francesa, sobretudo.
No entanto, durante o passado fim-de-semana, nem mais, nem menos, do que oito desses países - Benim, Burkina Faso (o antigo Alto Volta), Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo - acordaram com a França dar um novo nome a essa moeda: Eco.
Mas o Eco continuará, como o Franco CFA, a estar indexado ao Euro europeu.
Ou seja, mudança de nome mas ... pouco mais.
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