Depois de três décadas de
guerra, Carlos Magno conseguiu alargar bastante as fronteiras do
reino franco incorporando na Europa cristã zonas ainda consideradas
bárbaras bem como territórios até então governados pelos
Muçulmanos.
Coroado
imperador pelo Papa, em Roma, no dia de Natal do ano 800,
Carlos Magno – que acabaria por reinar quarenta e cinco anos –
foi ‘cabeça’ de um império com uma dimensão territorial muito
inferior à atingida pelo Império Romano e sem a vertente marítima
deste: o Império Carolíngio era um império continental e o seu
eixo de poder estava agora no Norte da Europa.
Ainda
assim, não foi por acaso que o lema de Carlos Magno foi "Per me
Reges regnant" ("só Através de mim os Reis mandam", em
português).
Por
muitos considerado, por isso mesmo, o "pai da Europa", foi
decidido criar, muitos séculos depois da sua morte, em 1950, o "Prémio Carlos Magno" para distinguir personalidades que
tivessem contribuído para fortalecer a unidade e a coesão do
continente europeu.
Ora, António Guterres, o
português secretário-geral da Organização das Nações Unidas
(a ONU) tornou-se, em 2019, o primeiro português a receber tal
distinção.