Passam hoje cento e dois anos de um dos mais tristes acontecimentos da existência do Exército português.
Aquele em que milhares de soldados lusos integrando as fileiras do Corpo Expedicionário Português perderam as suas vidas às mãos de uma ofensiva alemã no 'contexto' da I Guerra Mundial.
"Triste" por dois motivos.
O primeiro: a perda de vidas.
O segundo (que decorre do primeiro): a II Guerra Mundial veio demonstrar que nada se aprendeu após o sangue derramado (por parte dos soldados portugueses e de soldados de tantas nacionalidades) e, portanto, a sua vida foi perdida em vão.
E, aproveito, pergunto: estarei prestes a invocar um terceiro motivo, quase igual ao acabado de escrever?
É que os 'sinais', aparentemente diferentes, que deram origem à I e à II guerras mundiais parecem "estar todos cá"...
09/04/2020
"La Lys" e a III Guerra Mundial
08/04/2020
Londres
Mantenho-me
em terras de Sua Majestade.
Se,
um dia, tivesse a oportunidade (e o privilégio) de poder visitar
Londres, não quereria deixar de visitar dois ‘sítios’ (entre
muitos outros, claro): um é o “Speaker’s Corner” (no
“HidePark”) e o outro o
museu de cera
“Madame Tussaud”.
Assim,
se no primeiro poderia ser um orador sem nutrir receio de poder ser
perseguido por um qualquer delito
de opinião,
poderia, no museu, imaginar-me noutro tempo e noutro espaço*, por
assim dizer.
Na
verdade, a ‘fundadora’ do museu “Madame Tussaud” nasceu com o
nome Marie Grosholtz e só o casamento lhe daria o apelido Tussaud.
Em
1761, em França.
Foi,
no entanto, na Suíça, onde a mãe trabalhava em casa de um
anatomista e modelador de cera, que desenvolveu a sua personalidade.
Ora,
quando aquele decidiu estabelecer-se em Paris como “criador” de
cera, Marie seguiu-o e às suas ‘pisadas’ artísticas.
Mas,
apanhados na turbulência da Revolução Francesa, tiveram de limitar
a imaginação da sua arte e fazer bustos de algumas das suas
vítimas.
Já
casada, conseguiu optar por um novo caminho: inicialmente sozinha e, depois,
com a colaboração dos filhos, decidiu expor os seus trabalhos, de
forma itinerante, em Inglaterra, sendo
que apenas depois do estrondoso sucesso obtido se fixaram em Londres.
Apesar
de ter falecido em Abril de 1850 – há exactamente cento e setenta
anos –, o seu legado mantém-se.
*
Aproveito
para lembrar que existem, em todo o mundo, mais de vinte museus
“Madame Tussaud”.
07/04/2020
O Dia Mundial da Saúde
Assinala-se
hoje o Dia Mundial da Saúde.
Ocasião perfeita para fazer duas citações:
"Muito antes destas descobertas científicas [feitas, sobretudo, a partir do século XVIII] pensava-se que as doenças eram causadas pelos deuses que as criavam para castigar os humanos quando estes se portavam mal!
Mais tarde, a mitologia greco-romana criou um deus dedicado à medicina e à cura para proteger os humanos".
Fonte: Museu da Saúde
Hipócrates (nascido no ano 460 antes do suposto nascimento de
Jesus Cristo e falecido em 370 antes do mesmo) é hoje considerado o
pai da medicina moderna.
Disse, entre muitas outras coisas, o seguinte: "Todas as doenças têm origem nas entranhas".
Estaria errado?
Ocasião perfeita para fazer duas citações:
"Muito antes destas descobertas científicas [feitas, sobretudo, a partir do século XVIII] pensava-se que as doenças eram causadas pelos deuses que as criavam para castigar os humanos quando estes se portavam mal!
Mais tarde, a mitologia greco-romana criou um deus dedicado à medicina e à cura para proteger os humanos".
Fonte: Museu da Saúde
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Disse, entre muitas outras coisas, o seguinte: "Todas as doenças têm origem nas entranhas".
Estaria errado?
06/04/2020
Vítimas atómicas
Assinalaram-se ontem sessenta e nove anos da
condenação judicial do casal norte-americano Julius e Ethel
Rosenberg à morte por ter ‘passado’ à União Soviética
informações secretas acerca da ‘máquina’ atómica dos Estados
Unidos da América (EUA).
Foi, efectivamente, no dia 5 de Abril de 1951
que ambos foram sentenciados.
No entanto, só cerca de dois anos mais tarde –
perante a recusa do presidente Dwight Eisenhower em assinar uma ordem
de perdão: "Posso apenas dizer que em virtude de ter aumentado
exponencialmente a hipótese da ocorrência de um conflito nuclear, o
casal Rosenberg poderá ter sido o carrasco de milhões de inocentes
em todo o mundo. Se, na verdade, é indesmentível a gravidade de se
executarem dois seres humanos, mais grave ainda é o facto de milhões
de pessoas poderem perder a vida em resultado do que estes dois
espiões fizeram" – os Rosenberg foram executados tornando-se,
desse modo, nos primeiros civis norte-americanos a serem, em "tempo
de paz", mortos por tal crime.
Ora, lamento profundamente que o também
presidente norte-americano Harry Truman não se tenha ele próprio
‘lembrado’ dos "milhões de inocentes em todo o mundo" que,
em 1945, por exemplo, poderiam ser vítimas do ‘génio’ atómico
dos EUA...
04/04/2020
O perigo da apatia
"A
tirania de um príncipe numa oligarquia não é tão perigosa para o
bem-estar geral como a apatia de um cidadão numa democracia".
Charles de
Montesquieu (1689-1755), filósofo político francês
03/04/2020
A televisão
Num momento em que mais de três mil milhões de pessoas são obrigadas a permanecer em casa, parece-me oportuno lembrar algumas 'definições' de Televisão:
"A televisão não é a Verdade. A televisão é um maldito parque de diversões. A televisão é um circo, um corso carnavalesco, um conjunto de acrobatas, de contadores de histórias, de dançarinos, de cantores, de malabaristas, de "aberrações", de domadores de leões e de jogadores de futebol.
"A televisão não é a Verdade. A televisão é um maldito parque de diversões. A televisão é um circo, um corso carnavalesco, um conjunto de acrobatas, de contadores de histórias, de dançarinos, de cantores, de malabaristas, de "aberrações", de domadores de leões e de jogadores de futebol.
Nós
representamos o negócio do "anti-tédio".
(...)
Dizemos-lhe
o que quer que queira ouvir. ‘Negociamos’ em ilusões. Nada é
verdadeiro. Mas a audiência senta-se aqui, dia após dia e noite
após noite, de todas as idades, cores, credos. Nós somos tudo o que
conhece. Começa, de facto, a acreditar nas ilusões que criamos
aqui. Começa mesmo a acreditar que a televisão é a realidade e a
sua própria vida é que é a ficção. Faz o que a televisão lhe
diz para fazer: veste-se como vê na televisão, come como vê na
televisão, cria os filhos como vê na televisão e, até, pensa como
a televisão lhe ‘diz’ para pensar. Ora, isto é loucura em
massa, seus loucos. Em nome de Deus, vocês são a realidade. Nós é
que somos a fantasia".
Fonte:
Howard Beale (personagem interpretada pelo actor Peter Finch) no
filme "Network" (de 1976); Tradução própria a partir da língua
inglesa.
***
"Sou
uma caixa, sou um écrã
Sou
pesadelo, sou sonho
Sou a
janela sob a tua terra
Então,
liga-me, vem pegar na minha mão
Não
me provoques
Ofereço-te
escândalo, ofereço-te violência
Um
perigo para a tua saúde
Dou a
visão de como a vida deveria ser
Escolho
os teu heróis
Segue-me
Segue-me"
Fonte:
Tema musical "The box" da banda "Annihilator" (do álbum "King of the Kill" de 1994); Tradução própria a partir da
língua inglesa.
02/04/2020
Independência e grindadráp
Não existem, em todo o mundo, mais do que dois
países cujos calendários oficiais assinalem um Dia da
Independência – ou Dia Nacional: o Reino Unido e a
Dinamarca*.
* A página oficial da Dinamarca na "Internet"
(em língua inglesa, originalmente) refere o seguinte: "Outrora
fomos os brutais Vikings. Mas somos, actualmente, uma das sociedades
mais pacíficas do mundo".
Ora, ocorre-me perguntar a mim mesmo até que
ponto é possível ‘conciliar’ a expressão "uma das sociedades
mais pacíficas do mundo" com o assassinato anual de dezenas (ou
mais) baleias-piloto algures nas Ilhas Feroé – que integram, por assim dizer, a
Dinamarca?
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