Mantenho-me
em terras de Sua Majestade.
Se,
um dia, tivesse a oportunidade (e o privilégio) de poder visitar
Londres, não quereria deixar de visitar dois ‘sítios’ (entre
muitos outros, claro): um é o “Speaker’s Corner” (no
“HidePark”) e o outro o
museu de cera
“Madame Tussaud”.
Assim,
se no primeiro poderia ser um orador sem nutrir receio de poder ser
perseguido por um qualquer delito
de opinião,
poderia, no museu, imaginar-me noutro tempo e noutro espaço*, por
assim dizer.
Na
verdade, a ‘fundadora’ do museu “Madame Tussaud” nasceu com o
nome Marie Grosholtz e só o casamento lhe daria o apelido Tussaud.
Em
1761, em França.
Foi,
no entanto, na Suíça, onde a mãe trabalhava em casa de um
anatomista e modelador de cera, que desenvolveu a sua personalidade.
Ora,
quando aquele decidiu estabelecer-se em Paris como “criador” de
cera, Marie seguiu-o e às suas ‘pisadas’ artísticas.
Mas,
apanhados na turbulência da Revolução Francesa, tiveram de limitar
a imaginação da sua arte e fazer bustos de algumas das suas
vítimas.
Já
casada, conseguiu optar por um novo caminho: inicialmente sozinha e, depois,
com a colaboração dos filhos, decidiu expor os seus trabalhos, de
forma itinerante, em Inglaterra, sendo
que apenas depois do estrondoso sucesso obtido se fixaram em Londres.
Apesar
de ter falecido em Abril de 1850 – há exactamente cento e setenta
anos –, o seu legado mantém-se.
*
Aproveito
para lembrar que existem, em todo o mundo, mais de vinte museus
“Madame Tussaud”.