Não 'entrarei' na polémica relacionada com o país de nascimento de Cristóvão Colombo pois não tenho conhecimentos científicos para afirmar ou negar uma ou outra hipótese e porque não atribuo a saber-se se tal pessoa nasceu num determinado 'sítio' um particular significado para o presente e para o futuro da Humanidade.
O que me interessa destacar é, sim, o facto de que Cristóvão Colombo foi o primeiro europeu a reclamar o descobrimento da actual Jamaica no dia 3 de Maio de 1494.
04/05/2020
02/05/2020
COVID-19, Vietname, crise e isolamento
De
acordo com informações disponibilizadas pela universidade
norte-americana Johns Hopkins já faleceram, até ao momento, mais de
sessenta mil pessoas vitimadas pela COVID-19 nos Estados Unidos da
América.
Ora,
cerca de cinquenta e oito mil e duzentos militares e civis
norte-americanos perderam a vida na guerra do Vietname.
Recordo
que a actual pandemia apenas começou a atingir o território do país
há algumas semanas enquanto que a guerra a Oriente durou dezasseis
anos (de 1959 a 1975).
***
Numa
entrevista hoje publicada digitalmente pelo jornal francês Le
Monde, o historiador da economia e professor da universidade
norte-americana de Columbia Adam Tooze observou que nunca a
Humanidade esteve sujeita a uma tão grande crise com muitos países
praticamente ‘parados’.
***
Num
momento em que está prestes a terminar o estado de emergência
em Portugal durante o qual muitos foram obrigados a permanecer em
casa, pergunto: se, para esses (em que me incluo), foi difícil "ultrapassar" este período de obrigatoriedade de confinamento,
não terá sido, para muitos outros – os "deficientes físicos",
os "doentes de risco" ou os "hikikomori" japoneses, por
exemplo – uma "fase" de obrigatoriedade semelhante àquela que
têm que viver sempre?
30/04/2020
Illuminati
Ao "cair" da noite no dia 1 de Maio de 1776 foi criada, numa floresta da Baviera (na Alemanha), a ordem (secreta) Illuminati.
Ora, desde então que nunca mais o "mundo" das conspirações foi o mesmo...
Ora, desde então que nunca mais o "mundo" das conspirações foi o mesmo...
29/04/2020
Tempo de enganos
"Podeis
enganar toda a gente durante um certo período de tempo; podeis mesmo
enganar algumas pessoas durante todo o tempo; mas não vos será
possível enganar sempre toda a gente".
Abraham Lincoln (1809-1865),
político norte-americano
28/04/2020
Os culpados de sempre?
O
escritor turco Orhan Pamuk escreveu um texto de opinião que a edição
digital do jornal norte-americano The
New York Times
publicou no passado dia 23 de Abril (de
2020) com o título "What the Great
Pandemic Novels Teach Us".
Já
galardoado com o prémio Nobel, o literato está actualmente a
trabalhar num romance que tem como "pano de fundo" uma epidemia.
Ora,
a ‘construção’ daquele tem-no obrigado a pesquisar o que se
escreveu no passado a propósito sobre "pragas".
Percebeu,
assim, que aquelas foram (quase) sempre percepcionadas como tendo uma
‘origem’ oriental ou em grupos minoritários (étnicos, por
exemplo): de facto, escreveu nesse texto que o imperador romano Marco
Aurélio culpou os Cristãos que viviam no Império pela "praga de
Antonino" (praga de varíola) uma vez que não aclamavam as
divindades romanas.
E
em pragas posteriores foram os Judeus: acusados de envenenarem os
poços no Império Otomano e na chamada Europa Cristã, estes foram
culpados de promoverem o ‘nascimento’ de doenças.
Ou
seja, será que a 'identidade' das vítimas que pudessem servir perfeitamente
como bodes expiatórios para a existência de epidemias é hoje muito diferente da que era há
centenas ou milhares de anos?
27/04/2020
Guernica e Magalhães
Foi exactamente no dia 26 de
Abril de 1937 que, no decurso da Guerra Civil de Espanha,a Legião
Condor (divisão da Força Aérea alemã), apoiando a facção
nacionalista, pulverizou a cidade basca Guernica.
Ora,
este bombardeamento ficou para sempre imortalizado no quadro pintado
por Pablo Picasso, Guernica.
***
Também
a 26 de Abril mas do ano 1521 foi o navegador Fernão de Magalhães
morto durante uma luta com habitantes da ilha Mactan, nas actuais
Filipinas.
25/04/2020
Antes e depois de Abril (parte 2)
Porque passam hoje 46 anos do dia 25 de Abril de 1974, opto por recordar um texto que escrevi há dois anos por esta mesma altura: "Assinalaram-se ontem 44 anos do golpe militar de 25 de Abril de 1974.
Embora democrata e resolutamente antifascista, não consigo partilhar do ‘entusiasmo’ daqueles que chamam ao acontecimento "Revolução dos Cravos" pelo simples facto de acreditar que um movimento verdadeiramente revolucionário não pode ser feito com ‘flores’.
Veja-se, por exemplo, o estado de coisas em que vive a Tunísia alguns anos após a "Revolução do Jasmim"…
Cito, por isso, duas pessoas temporalmente separadas por mais de trinta anos: o grande músico/cantor e resistente José Afonso ("Zeca Afonso") e o fiscalista e sócio da "Espanha e Associados" João Espanha.
"O 25 de Abril não foi feito para aquilo que estamos agora a viver. Aqueles que ajudaram a fazer o 25 de Abril imaginaram uma sociedade muito diferente da actual que está a ser oferecida aos jovens. Os jovens deparam-se hoje com problemas tão graves – ou talvez mais graves que aqueles que nós tivemos que enfrentar – o desemprego, por exemplo, e por vezes não têm recursos. O sistema ultrapassa-os. O sistema oprime-os criando-lhes uma aparência de liberdade. Eu creio que a única atitude foi aquela que nós tivemos – nós, refiro-me à minha geração: de recusa frontal, de recusa inteligente (se possível até pela insubordinação; se possível até pela subversão) ao modelo de sociedade que lhes está a ser oferecido com belos discursos, com o fundamento da legalidade democrática, com o fundamento do respeito pelos direitos dos cidadãos. É, de facto, uma sociedade teleguiada de longe por qualquer FMI, por qualquer deus banqueiro que é imposta aos jovens de hoje".
"Zeca Afonso" em 1984, nas comemorações dos dez anos do "25 de Abril"
"Só uma pequena minoria endinheirada pode recorrer a um advogado mesmo que seja vítima de injustiça [do Fisco]".
João Espanha no "Jornal de Negócios" em 12 de Abril de 2018
Acrescento, todavia, uma frase escrita pelo filósofo italiano Nicolau Maquiavel que me parece exemplar para descrever o que, em minha opinião, se tem vindo a passar na História (de Portugal e não só): "Os povos que perdem a liberdade pela força, pela força haverão de reconquistá-la. Mas os que perdem a liberdade por descuido, estes demorarão muito a voltar a ser livres".
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25 de Abril,
parte 2
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